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Inclusão e ensino: Fundação Dorina Nowill para Cegos oferece curso de capacitação para educadores

Promovidas pela instituição entre agosto e outubro, as aulas devem abordar a mobilidade nas escolas e a inclusão em sala de aula

Redação Publicado em 04/08/2021, às 19h00

Imagem meramente ilustrativa
Imagem meramente ilustrativa - Divulgação/ Fundação Dorina Nowill para Cegos

Os educadores têm um papel fundamental na formação e inclusão de crianças e adolescentes cegos e de baixa visão. Por isso, em continuidade às iniciativas de educação, a Fundação Dorina Nowill para Cegos realizará oficinas de capacitação de professores de agosto a outubro deste ano. As inscrições já estão abertas.

O projeto, viabilizado pelo Condeca, tem o objetivo de qualificar cerca de 300 educadores do município de São Paulo, e orientá-los para a integração de crianças cegas ou com baixa visão no ambiente escolar. Os interessados podem se inscrever pelo site oficial.

Para executar este projeto, a Fundação Dorina Nowill para Cegos conta com a participação de profissionais qualificados e especializados para oferecer uma formação adequada e complementar para os educadores paulistas.

Muitos professores têm buscado métodos de qualificação profissional. Essas formações têm o propósito de promover a autonomia de estudantes cegos ou com baixa visão”, explicou Eliana Cunha, coordenadora da área de Educação Inclusiva da Fundação.

“Além disso, é essencial incentivar a alfabetização por meio de métodos fundamentais como o sistema Braille e, para isso, os educadores precisam reconhecer as individualidades dos alunos, e identificar os recursos adequados a serem utilizados em sala", comentou Eliana, que é uma das formadoras do curso.

Nas oficinas, inclusive, a coordenadora irá abordar temas relacionados às práticas educacionais inclusivas em sala de aula, com conteúdo teórico, estudos de caso e experimentação por meio de tecnologias assistivas atuais (confira o cronograma abaixo).

Eduardo Drezza, professor de Orientação e Mobilidade da Fundação Dorina Nowill para Cegos também irá ampliar o portifólio dos educadores. O profissional dará explicações sobre como incluir alunos com deficiência visual nas escolas. A sua metodologia contará com a execução de atividades práticas. Além disso, vai estimular a criatividade desses professores para que elaborem métodos pedagógicos inclusivos.

"Sabemos que a reabertura das escolas vai impactar diretamente a vida de milhares de alunos, incluindo os cegos ou com baixa visão. Por isso, nosso propósito é qualificar os educadores para que em sala, esses docentes possam realizar aulas inclusivas e também contribuir com a alfabetização de pessoas com deficiência visual", declarou Alexandre Munck, superintendente executivo da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

Cronograma de aulas da oficina / Crédito: Aventuras na História/ Fundação Dorina Nowill para Cegos

 

Sobre a fundação

A Fundação Dorina Nowill para Cegos é uma organização sem fins lucrativos e de caráter filantrópico. Há 75 anos se dedica à inclusão social de crianças, jovens, adultos e idosos cegos e com baixa visão. A instituição oferece serviços gratuitos e especializados de habilitação e reabilitação, dentre eles orientação e mobilidade e clínica de visão subnormal, além de programas de inclusão educacional e profissional.

Responsável por um dos maiores parques gráficos de braille no mundo, com capacidade de impressão de até 450 mil páginas por dia, a Fundação Dorina Nowill para Cegos é referência na produção e distribuição de materiais nos formatos acessíveis braille, áudio, impressão em fonte ampliada e digital acessível, incluindo o envio gratuito de livros para milhares de escolas, bibliotecas e organizações de todo o Brasil.

A instituição também oferece uma gama de serviços em acessibilidade, como cursos, capacitações customizadas, sites acessíveis, audiodescrição e consultorias especializadas. Com o apoio fundamental de colaboradores, conselheiros, parceiros, patrocinadores e voluntários, a Fundação Dorina Nowill para Cegos é reconhecida e respeitada pela seriedade de um trabalho que atravessa décadas e busca conferir independência, autonomia e dignidade às pessoas com deficiência visual.