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Infectologista descreve como "macabras" as festas ilegais que ocorrem em momento caótico da pandemia

Durante pior crise do coronavírus, muitas pessoas continuam a se aglomerar em eventos clandestinos que, segundo o médico Jamal Suleiman, podem acarretar em “uma catástrofe de proporções muito maiores do que estamos vendo hoje”

Alana Sousa Publicado em 15/03/2021, às 14h00

Imagem meramente ilustrativa de diversos caixões em vala comum, em Manaus
Imagem meramente ilustrativa de diversos caixões em vala comum, em Manaus - Divulgação/Chico Batata

Enquanto o Brasil bate recordes diários de mortes e novos casos de infecção pelo coronavírus, muitas pessoas continuam a festejar e quebrar os protocolos de isolamento social. Ainda que existam restrições na circulação em grande parte dos estados brasileiros, alguns ainda encontram formas clandestinas de se aglomerar.

Em entrevista à CNN Brasil, repercutida pelo portal UOL, Jamal Suleiman, infectologista do Instituto Emílio Ribas, descreveu como “macabro” o fato de muitos comparecem a festas ilegais. Considerado o segundo país mais atingido pela pandemia, o Brasil já alcançou a marca de 278 mil mortos.

“Aguarda um pouco mais, segura esse desejo para que a gente possa, de fato, comemorar. Neste momento, seria até macabro esse tipo de situação. Eu não posso comemorar a morte de 3 mil pessoas em um dia achando que isso é a coisa mais natural do mundo. Ainda que não seja com a sua família, isso não é natural”, afirmou Suleiman.

Enfatizando a necessidade de ficar em casa para frear o crescimento alarmante dos casos de Covid-19, o especialista disse que se continuarmos assim acontecerá “uma catástrofe de proporções muito maiores do que estamos vendo hoje”. Jamal reforça o que os estudiosos pedem há muito tempo: “é preciso ficar em casa”.

Coronavírus no Brasil e no Mundo

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, atualmente, o Brasil registra 11.483.370 de pessoas infectadas, e as mortes em decorrência da doença já chegam em 278.229 no país. 

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano. 

De lá pra cá, a doença já infectou 116.849.611 milhões de pessoas ao redor do mundo, totalizando mais de 2,5 milhões de mortes, sendo mais de 278.229 mil delas apenas no Brasil.