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Inovação norueguesa: Navios autônomos podem estar à caminho

Modelo futurista não precisa de tripulação, é movido à energia limpa e não contribui para o efeito estufa

Vivaldo José Breternitz Publicado em 02/09/2021, às 18h59

Fotografia do Yara Birkeland
Fotografia do Yara Birkeland - Divulgação / Yara.com
O porta-contêineres norueguês Yara Birkeland está pronto para sua primeira viagem de teste e mostra como pode ser o futuro dos navios de carga. É movido a eletricidade, não emite gases geradores do efeito estufa e não tem tripulantes a bordo, navegando de forma autônoma com uma tripulação monitorando seus movimentos à distância.

Sua primeira viagem será muito curta, entre os portos de Herøya e Brevik, distantes alguns quilômetros. Não fará nenhuma grande viagem oceânica de imediato, mas se tudo correr bem, mostrará que o conceito pode gerar barcos capazes de, no futuro, virem a substituir os navios de carga que usam combustível fóssil.

Sua velocidade máxima será de 13 nós, algo como 24 quilômetros por hora; pode carregar cerca de cem contêineres. Fica evidente que o Yara Birkeland é pouco mais que um conceito, já que o Algeciras, o maior navio desse tipo, tem capacidade para 24 mil contêineres.

Embora sem tripulantes a bordo, requer humanos para carregar e descarregar sua carga, o que seu fabricante deseja mudar com futuros investimentos em guindastes autônomos e outras máquinas, tornando sua operação ainda mais econômica. Na atualidade, o transporte marítimo é mais barato em quase todas as situações.

Os avanços em veículos autônomos, terrestres e marítimos, têm sido grandes, mas ainda há um longo caminho a percorrer até que sejam incorporados ao nosso cotidiano. O progresso na área é impressionante, mas as tecnologias autônomas ainda estão engatinhando; assim como os carros autônomos, os navios autônomos também precisam encontrar formas ótimas de enfrentar desafios como obstáculos, tráfego e outros.

Mas, enquanto o mundo corre para eliminar o uso de combustíveis fósseis nos transportes, é importante pensar nos navios. Afinal, apenas cinco países, China, Estados Unidos, Índia, Rússia e Japão, geram mais poluentes nessa área do que toda a frota mundial; um grande navio de cruzeiro polui, por ano, tanto quanto um milhão de automóveis.
 

O autor

 
Vivaldo José Breternitz, Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, é professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Sobre a Universidade Presbiteriana Mackenzie
 
A Universidade Presbiteriana Mackenzie está na 103º posição entre as melhores instituições de ensino da América Latina, segundo a pesquisa QS Quacquarelli Symonds University Rankings, uma organização internacional de pesquisa educacional, que avalia o desempenho de instituições de ensino médio, superior e pós-graduação. Possui três campi no estado de São Paulo, em Higienópolis, Alphaville e Campinas. Os cursos oferecidos pelo Mackenzie contemplam Graduação, Pós-Graduação Mestrado e Doutorado, Pós-Graduação Especialização, Extensão, EaD, Cursos In Company e Centro de Línguas Estrangeiras.
 
Em 2021, serão comemorados os 150 anos da instituição no Brasil. Ao longo deste período, a instituição manteve-se fiel aos valores confessionais vinculados à sua origem na Igreja Presbiteriana do Brasil.