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Ato histórico: Instituto Butantan produz vacina brasileira contra o novo coronavírus

O novo imunizante irá entrar em fase de testes em humanos

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 26/03/2021, às 08h30 - Atualizado às 09h35

Imagem ilustrativa de uma seringa
Imagem ilustrativa de uma seringa - Divulgação/Pixabay

Na última quinta-feira, 25, a CNN Brasil confirmou que o Instituto Butantan desenvolveu uma vacina brasileira contra a covid-19

A novidade é particularmente promissora porque, como o órgão é o principal criador da nova fórmula, poderá produzir uma quantidade muito maior de imunizantes em comparação às vacinas de outros países, que só podem ser produzidas em quantidades limitadas. 

Nesse momento, a produção da vacina está entre a fase 1 e 2, onde serão feitos testes em humanos, o que irá verificar se a substância produz uma resposta imune eficiente contra o vírus, e também se ela é suficientemente segura para iniciar-se a aplicação na população. 

O instituto que possui conexões com o governo do estado de São Paulo irá pedir para que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) inicie essa próxima etapa do desenvolvimento do imunizante. 

Ainda de acordo com a CNN, o governador de São Paulo, João Doria, marcou uma coletiva de imprensa para essa manhã de sexta-feira, 26, afirmando que daria uma “notícia da ciência, que nos enche esperança na luta contra a Covid-19" - possivelmente, o assunto será a vacina nacional.

Sobre a Covid-19

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, atualmente, o Brasil registra 12,3 milhões de pessoas infectadas, e as mortes em decorrência da doença já chegam em 303 mil no país.  

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.  

De lá pra cá, a doença já infectou 125 milhões de pessoas ao redor do mundo, totalizando mais de 2,75 milhões de mortes, com Brasil atualmente tendo a maior média diária de mortes por complicações da covid-19.