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Intérprete afegão que trabalhou ao lado dos EUA foi decapitado pelo Talibã

Sabe-se que outros tradutores também estão recebendo ameaças e devem contar com a ajuda do governo norte-americano. Entenda!

Penélope Coelho Publicado em 26/07/2021, às 12h04

Imagem ilustrativa de um combatente no Afeganistão
Imagem ilustrativa de um combatente no Afeganistão - Getty Images

De acordo com informações publicadas na última sexta-feira, 23, pela CNN, os Estados Unidos informaram que um tradutor afegão chamado Sohail Pardis — que foi alvo de um atendado em maio — foi morto pelo grupo terrorista Talibã.

Segundo revelado na publicação, o intérprete trabalhou como tradutor para o Exército dos Estados Unidos por 16 meses, de acordo com a CNN, ele foi assassinado durante uma tentativa de fugir de um bloqueio em uma estrada localizada em Khost, no Afeganistão.

Na ocasião, ele foi arrancado do carro por membros do grupo extremista e foi alvo de espancamento, além de ter levado tiros. Depois dessa violência, o homem ainda teve a cabeça arrancada. Antes do atentado, Sohail teria dito para pessoas próximas que estava sendo ameaçado de morte pelos serviços que prestou para os Estados Unidos.

Sabe-se que Pardis não foi o único tradutor ameaçado pelo Talibã, outros intérpretes também estão correndo risco. Segundo a reportagem, o governo norte-americano pretende ajudar essas pessoas.

Joe Bidenestaria em negociação com várias nações para que diferentes países recebessem os ameaçados, até que os EUA concluíssem o processo de visto. A decisão demonstra que as autoridades norte-americanas estão cientes dos riscos.