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Inventor dinamarquês confessa assassinato em documentário

Três anos após o crime, Peter Madsen, que já estava preso, assumiu ter matado e mutilado a jornalista sueca Kim Wall

Pamela Malva Publicado em 09/09/2020, às 14h30 - Atualizado às 14h31

Fotografia do dinamarquês Peter Madsen
Fotografia do dinamarquês Peter Madsen - Wikimedia Commons

Em agosto de 2017, o corpo mutilado de Kim Wall foi encontrado em uma praia perto de Copenhague. Onze dias antes, a repórter sueca de 30 anos foi morta no submarino caseiro de Peter Madsen, um inventor dinamarquês que, agora, confessou o assassinato.

Durante as investigações do crime, Peter manteve sua versão, afirmando que a morte da jornalista havia sido acidental. Ainda assim, em 2018, o tribunal não aceitou suas alegações e ele foi condenado à prisão perpétua.

Recentemente, contudo, o acusado acabou confessando todos os crimes durante telefonemas com um jornalista, segundo o jornal dinamarquês Ekstra Bladet. Todas as conversas foram gravadas secretamente e devem ser exibidas na série documental The Secret Recordings with Peter Madsen, que expõe o caso.

Retrato da jornalista Kim Wall, morta em 2017 / Crédito: Divulgação/Youtube

 

Em um dos diálogos, o jornalista perguntou qual era a porcentagem de culpa de Peter no homicídio. "Só há um culpado, e esse sou eu", respondeu o dono do submarino. Antes disso, ele já tinha admitido ter cortado o corpo de Kim e jogado os restos no mar.

De acordo com a Discovery Networks, responsável pela produção, a série já foi autorizada por Peter. Em 2018, o acusado recorreu na justiça, mas perdeu e continua em custódia por protagonizar um caso de "brutalidade incomum", segundo os oficiais.