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Investigação da morte de João Alberto, espancado no Carrefour em 2020, tem novo desdobramento

O caso do homem que foi morto por dois seguranças em novembro do ano passado ainda está em aberto

Alana Sousa Publicado em 23/02/2021, às 13h00

João Alberto sendo espancado no Carrefour
João Alberto sendo espancado no Carrefour - Divulgação

Na última sexta-feira, 19, a Justiça ordenou que uma simulação da morte de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, seja realizada. A morte chocou o Brasil pela sua brutalidade: dentro de um supermercado Carrefour, no Rio Grande do Sul, o homem negro foi espancado por dois seguranças e veio a obito no local. Ainda que o crime tenha acontecido em 19 de novembro de 2020, o processo está em aberto.

Em sua decisão, a juíza Cristiane Busatto Zardo enfatizou a importância do procedimento para que o julgamento ocorra levando em consideração todos os fatos: “Trata-se de processo em que a materialidade está provada, a autoria está demonstrada, com relação ao denunciado Giovane, por filmagens, depoimentos de testemunhas, depoimento de corréus e, até, pelo depoimento de Geovane na fase policial, sendo esses elementos os necessários para oferecimento da denúncia. A inexistência de reprodução simulada dos fatos não obsta o recebimento da denúncia, embora deva, ainda ser feita e é possível o ser”

A defesa de um dos acusados pelo homicídio, o ex-policial militar temporário Giovane Gaspar da Silva, havia contestado a denúncia, pois, a simulação não ocorreu durante a investigação da Polícia Civil. A tentativa não foi bem sucedida, Zardo afirmou que a ausência da reprodução não anulava a possibilidade da denúncia ser feita.

Com o novo desdobramento, a polícia precisa apresentar em breve uma data para que a reprodução aconteça.