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Irã decide libertar australiana em aparente troca por prisioneiros iranianos

De acordo com jornal, Kylie Moore-Gilbert, estava detida no país por mais de dois anos, após ser acusada de espionagem

Redação Publicado em 26/11/2020, às 10h00

Imagem ilustrativa da bandeira iraniana
Imagem ilustrativa da bandeira iraniana - Divulgação/Pixabay

Na última quarta-feira, 25, a televisão pública do Irã anunciou que o país libertou uma prisioneira australiana que cumpria pena por espionagem. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

De acordo com a publicação, a prisioneira era a acadêmica Kylie Moore-Gilbert, acredita-se que a mulher estava detida no país desde setembro 2019, mas, sua família afirma que ela foi presa meses antes. Moore-Gilbert estava na prisão de Evin para cumprir pena de 10 anos. A mulher afirma que seu estado de saúde mental estava se deteriorando com a detenção, ela sempre se opôs à prisão, fazendo até mesmo greve de fome.

Segundo os jornais locais, a liberação da australiana se deu como uma troca de iranianos que estavam detidos no exterior, mas, a mídia do Irã não entrou em detalhes sobre o caso: "Um empresário e [outros] dois cidadãos iranianos detidos no exterior (...) foram libertados em troca da espiã com dupla cidadania que trabalhava para Israel”, revelou o site Iribnews.

Em nota, a ministra das Relações Exteriores da Austrália, Marise Payne, afirmou que estava “extremamente satisfeita e aliviada” com a libertação de Kylie. “O governo australiano rejeitou sistematicamente os fundamentos pelos quais o governo iraniano prendeu, deteve e condenou a Dr. Moore-Gilbert. Continuamos a fazê-lo", finalizou a ministra.

Sabe-se que o Irã tem um longo histórico de prisão de estrangeiros e de pessoas com dupla cidadania, usando falsas acusações de espionagem a fim de trocar prisioneiros iranianos no exterior.