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Irã emitiu mandado de prisão contra Donald Trump, diz agência local

Segundo a sucursal iraniana de notícias Fars, o governo quer acionar a Interpol para cumprir a determinação

Vanessa Centamori Publicado em 29/06/2020, às 11h32

O presidente dos EUA, Donald Trump
O presidente dos EUA, Donald Trump - Wikimedia Commons

Em resposta ao ataque que matou o general Qassem Soleimani em janeiro, a Justiça do Irã emitiu um mandado de prisão contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Outros 36 estrangeiros também foram alvo da incumbência, informou a agência iraniana Fars. 

Além disso, o governo local está solicitando auxílio da Interpol para ajudar a cumprir a ordem judicial. Sobre o mandado, o promotor iraniano Ali Alqasimehr concedeu uma entrevista à Fars, dizendo que Trump foi acusado de "assassinato e terrorismo", junto de outras pessoas, das quais 30 delas fazem parte do governo norte-americano. 

"36 indivíduos envolvidos ou que ordenaram o assassinato de Qassem, incluindo políticos e militares dos EUA e de outros governos, foram identificados, e oficiais judiciários emitiram mandados de prisão contra eles", disse Alqasimeh.

O promotor teria solicitado um "alerta vermelho" contra Trump, que é o mais urgente da Interpol. A TV Al Jazeera procurou a organização internacional de polícia para comentar o pedido, mas não teve resposta. Vale lembrar que as chances da agência responder a ordem são baixas, pois é proibido na entidade internacional que se intervenha na política nacional de outro país. 

 Qassem Soleimani /Crédito:Wikimedia Commons 

 

Sobre o assassinato de Qassem Soleimani

Durante o governo Trump, no último dia 3 de janeiro deste ano, Soleimani foi morto em um ataque por drones enquanto sua comitiva deixava o aeroporto internacional de Bagdá, no Iraque. O general liderava a Força Quds, unidade de elite da Guarda Revolucionária do Irã, e atuava como espécie de ministro, envolvido em questões de guerra e paz no pais.

A morte de Soleimani, aos seus 62 anos de idade, esquentou as questões internacionais, deixando a nação do Oriente Médio prestes a enfrentar os Estados Unidos em um conflito armado. Após o ataque, o Irã prometeu vingança e realizou o envio de mísseis, destruindo duas bases americanas no Iraque, antes mesmo do corpo do general ser enterrado.