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Itália reconhece culpa de brasileiros envolvidos na Operação Condor

É a primeira vez que um tribunal estrangeiro se manifesta sobre participantes brasileiros

Paola Orlovas, sob supervisão de Fabio Previdelli Publicado em 20/12/2021, às 15h22

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Imagem ilustrativa - Pixabay

Julgamento da Corte de Assise de Roma, tornado público na última sexta-feira, 17, concluiu que há provas o suficiente para provar a participação de agentes da ditadura militar do Brasil em mortes e sequestros contra militantes montoneros argentinos que desapareceram depois de serem detidos no Brasil durante a década de 1980.

Foi a primeira vez em que um tribunal estrangeiro se manifesta sobre a participação brasileira na Operação Condor. Antes, já foram condenados argentinos, uruguaios, chilenos e paraguaios. As informações são do Estado de São Paulo.

Segundo o Opera Mundi, os acusados brasileiros só não pegaram penas de prisão perpétua por terem morrido antes da conclusão do caso, como aconteceu com o coronel Átila Rohrsetzer, que era chefe da Divisão Central de Informações do Rio Grande do Sul, e morreu em agosto, aos 91 anos de idade. 

A juíza do caso, Marina Finiti, escreveu:

Os depoimentos e a análise dos documentos mostram todos de forma unívoca — e num mesmo sentido delineiam — o papel do Brasil nesse caso trágico e o envolvimento direto e consciente dos acusados".