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Itamaraty: 300 brasileiros estão presos na África pela variante Ômicron

A maioria dos chamados partem da África do Sul, mas os consulados já estão em contato para o retorno

Wallacy Ferrari, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 01/12/2021, às 11h55

Imagem poética de cancelamento de voos em pandemia
Imagem poética de cancelamento de voos em pandemia - Getty Images

O Itamaraty revelou em nota oficial divulgada na noite da última terça-feira, 30, que já identificou 300 brasileiros que pediram assistência para deixar o continente africano em meio ao estouro da disseminação da variante Ômicron, mutação da covid-19.

A instituição ainda acrescentou que a maioria dos chamados parte da África do Sul, epicentro da variante atualmente.

Em decorrência da identificação do novo coronavírus na região, diversos países da África enfrentam restrições de voos, tanto para entrada como saída do continente, impossibilitando que estrangeiros residentes ou temporariamente alocados ao local retornem a suas terras natais.

A nota, divulgada por intermédio do Ministério de Relações Exteriores, esclarece que as embaixadas já estão em contato com os brasileiros, "acompanhando atentamente" a situação local e disponibilizando um formulário virtual no portal consular para acolher os chamados, como informa o jornal O Globo.

Os postos no exterior estão realizando gestões junto às companhias aéreas que atuam na região, com vistas a que os brasileiros possam embarcar, que haja voos ao Brasil, ou que rotas alternativas sejam encontradas", afirma o comunicado.

Na portaria nº 660, publicada na última segunda-feira, 29, voos comerciais para África do Sul, Botsuana, Eswatini, Reino do Lesoto, Namíbia e Zimbábue estão proibidos por 14 dias, além de obrigar quarentena para passageiros que esteve em alguns desses países nos 14 dias seguintes.