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J. K. Rowling ataca novamente direitos de pessoas trans

A autora de Harry Potter criticou um projeto de lei escocês que visa facilitar o reconhecimento de gênero de pessoas transexuais

Redação Publicado em 09/03/2022, às 07h07

A escritora britânica J. K. Rowling
A escritora britânica J. K. Rowling - Getty Images

A escritora britânica J. K. Rowling, quem vem realizando diversos comentários transfóbicos nos últimos tempos, se envolveu em uma nova polêmica na última segunda-feira, 7.

Na ocasião, a autora de Harry Potter entrou em conflito com Nicola Sturgeon, a primeira-ministra da Escócia, após um Projeto de Lei de Reforma do Reconhecimento de Gênero ter sido apresentado em Holyrood, como é chamado o parlamento escocês.

O texto do documento prevê uma mudança legislativa que simplificaria a burocracia para o reconhecimento de gênero de pessoas transexuais, mesmo na ausência de relatórios médicos ou mesmo provas de uma transição. As informações são do portal Terra.

"Vários grupos de mulheres apresentaram evidências de boa fonte ao governo de Nicola Sturgeon sobre as prováveis consequências negativas dessa legislação para mulheres e meninas, especialmente as mais vulneráveis. Tudo foi ignorado", escreveu J. K. Rowling em seu perfil no Twitter.

"Se a legislação for aprovada e essas consequências ocorrerem como resultado, não podem fingir que não foram avisados", finalizou.

Logo após a publicação, muitos fãs da escritora criticaram suas declarações. Uma mulher chegou a questionar se ela queria mesmo ver seu legado morrer nesta "colina", expressão do inglês utilizada para se referir a batalha.

"Sim, querida. Vou ficar aqui nesta colina, defendendo o direito de mulheres e meninas falarem sobre si mesmas, seus corpos e suas vidas da maneira que bem entenderem. Você se preocupa com seu legado, eu me preocupo com o meu", respondeu Rowling.

Mais tarde, ao tomar conhecimento das declarações da escritora, a primeira-ministra da Escócia lamentou sua posição e afirmou, em entrevista ao programa de rádio "The World at One" da BBC Radio 4, que discordava "fundamentalmente" da autora inglesa.

De acordo com ela, a legislação proposta "não dá mais direitos às pessoas trans, não dá às pessoas trans um único direito adicional que elas não têm agora. Nem tira das mulheres nenhum dos direitos atuais existentes que as mulheres têm sob a lei de igualdade."