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Jairinho e Monique podem ser condenados a indenizar Leniel Borel, pai de Henry, em R$ 1,5 milhão

O pedido do Ministério Público do Rio foi recebido pela Justiça, a questão ainda será analisada por um tribunal

Penélope Coelho Publicado em 22/07/2021, às 07h56

Leniel Borel em entrevista
Leniel Borel em entrevista - Divulgação/Youtube/Vem Pra Cá

De acordo com informações publicadas na última quarta-feira, 21, pelo portal de notícias G1, a Justiça recebeu um pedido realizado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, referente a novas ações a respeito do caso Henry Borel.

Segundo revelado na publicação, a solicitação é para que os réus do caso Monique Medeiros e Jairo Souza Santos, mais conhecido como Dr. Jairinho, indenizem Leniel Borel, o pai da vítima, em pelo menos R$ 1,5 milhão.

O pedido consta na mesma decisão que manteve Dr. Jairinho e a mãe da vítima, Monique, em prisão preventiva. A questão da indenização ainda será avaliada por um tribunal de júri.

De acordo com a solicitação recebida pelo juiz Daniel Werneck, nem Medeiros nem Souza se opuseram ao pedido de reparação. Ambos estão presos desde o dia 8 de abril e respondem na Justiça por tortura e assassinato do pequeno Henry, de quatro anos, em 8 de março deste ano.

Relembre o caso Henry Borel

No domingo de 7 de março de 2021,o engenheiro Leniel Borel deixou seu filho Henry na casa da mãe do garoto, sua ex-esposa Monique. Segundo a mulher, via UOL, o menino teria chegado cansado, pedindo para dormir na cama que ela dividia com Jairinho.

Por volta das 3h30 da madrugada, o casal foi verificar o pequeno e acabou encontrando Henry no chão, já desacordado. Monique e o vereador levaram o garoto às pressas para o hospital, enquanto avisavam Leniel, que, desconfiado, abriu um Boletim de Ocorrência.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia e, até hoje, a polícia já ouviu cerca de 18 testemunhas. Tendo em vista que a morte do garoto foi causada por “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente”, os oficiais já reuniram provas o suficiente para descartar a hipótese de um acidente, segundo o G1.

Em maio, então, a Justiça do Rio de Janeiro denunciou Dr. Jairinho e Monique Medeiros pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura, fraude processual e coação no assassinato de Henry. Eles estão presos preventivamente desde então.