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Jairinho e Monique se tornam réus do caso Henry Borel

Após receber pedido do Ministério Público, Justiça decreta prisão preventiva para ambos

Redação Publicado em 07/05/2021, às 14h24

Dr. Jairinho e Monique Medeiros, em entrevista
Dr. Jairinho e Monique Medeiros, em entrevista - Divulgação / Jornal da Record

De acordo com informações publicadas pelo portal de notícias G1, nesta sexta-feira, 7, a juíza Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, decretou a prisão preventiva de Jairo Santos Souza Júnior, mais conhecido como Jairinho, e Monique Medeiros.

Segundo revelado na publicação, agora, ambos são réus do caso Henry Borel, menino de 4 anos que foi morto no último dia 8 de março, no apartamento em que vivia com a mãe e o padrasto, no Rio de Janeiro

Anteriormente, na última quinta-feira, 6, o Ministério Público havia enviado o pedido para que a Justiça alterasse a prisão de Monique e Jairinho de temporária para preventiva, já que no próximo sábado, 8, eles poderiam ser liberados após um mês na cadeia.

Para a juíza, a liberdade do ex-casal poderia causar problemas para as investigações, principalmente quando se diz respeito a inibir as testemunhas:

"Para além da revolta generalizada que os apontados agentes atraíram contra si antes mesmo de serem denunciados pelo órgão com atribuição para tal, releva assinalar que o modus operandi das condutas incriminadas reforça o risco a que estará exposta a ordem pública, bem como a paz social", argumenta a juíza

Elizabeth continua: "As circunstâncias do fato, pois, estão a reclamar a pronta resposta do Estado com a adoção da medida extrema provisória, até como forma de aplacar a nefasta sensação de impunidade que que fatos desse jaez suscitam".


Relembre o caso

No domingo de 7 de março de 2021,o engenheiro Leniel Borel deixou seu filho Henry na casa da mãe do garoto, sua ex-esposa Monique. Segundo a mulher, via UOL, o menino teria chegado cansado, pedindo para dormir na cama que ela dividia com Jairinho.

Por volta das 3h30 da madrugada, o casal foi verificar o pequeno e acabou encontrando Henry no chão, já desacordado. Monique e o vereador levaram o garoto às pressas para o hospital, enquanto avisavam Leniel, que, desconfiado, abriu um Boletim de Ocorrência.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia e, até hoje, a polícia já ouviu cerca de 18 testemunhas. Tendo em vista que a morte do garoto foi causada por “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente”, os oficiais já reuniram provas o suficiente para descartar a hipótese de um acidente, segundo o G1.

O inquérito, no entanto, ainda não foi concluído e, dessa forma, nenhum suspeito foi acusado formalmente, mesmo que a polícia acredite que trate-se de um assassinato. Da mesma forma, falta esclarecer o que realmente aconteceu com Henry naquele dia.