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James Bond de Sean Connery era ‘basicamente’ um estuprador, afirma diretor

Cary Fukunaga, responsável por ‘007: Sem Tempo Para Morrer’, falou sobre as mudanças do personagem

Isabela Barreiros, sob supervisão de Penélope Coelho Publicado em 25/09/2021, às 09h38

Sean Connery como James Bond
Sean Connery como James Bond - Divulgação/Eon Productions

O diretor Cary Fukunaga, que encabeça o novo filme da franquia, “007 - Sem Tempo para Morrer (No Time to Die)”, refletiu em entrevista à Variety sobre os primeiros filmes do agente secreto, apontando que o James Bond de Sean Connery era “basicamente” um estuprador. 

"Eu não me lembro se era em '007 Contra a Chantagem Atômica' ou '007 Contra Goldfinger'... mas há uma cena em que o Bond de Sean Connery basicamente estupra uma mulher. Ela diz 'não, não, não', e ele responde 'sim, sim, sim'. Isso não seria bem recebido hoje", relembrou.

Fukunaga falou ainda sobre as mudanças do personagem com os filmes seguintes e principalmente, sobre como atualizá-lo para uma versão mais contemporânea, o que já está sendo feito na saga, de acordo com o diretor. 

Ele apontou que essa é a opinião da produtora de cinema Barbara Broccoli, responsável por toda a saga Bond. Ela insistiu que, em Sem Tempo Para Morrer, "o mundo ao redor de Bond mudasse, embora ele não possa mudar, como personagem, da noite para o dia".

"A expectativa sempre foi essa: uma mulher escrevendo papéis femininos muito mais fortes. Barbara sempre quis isso, desde a primeira conversa que tivemos sobre o filme”, explicou. “Esta é a história de um homem branco sendo espião, mas você precisa ter consciência e fazer das mulheres na história algo mais do que apenas casualidades”, disse.