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João Trevisan é o único brasileiro da mostra de arte no pé da Pirâmide de Gizé

Ele é o criador de “Corpo que se levanta”, obra de seis metros de altura feita a partir de dormentes de estradas de ferro

Redação Publicado em 21/10/2021, às 13h34

Fotografia de João Trevisan em frente à peça "Corpo que se levanta"
Fotografia de João Trevisan em frente à peça "Corpo que se levanta" - Divulgação/ Vicente Negrão

As coisas aconteceram em processo acelerado neste ano de 2021 na vida do artista plástico, João Trevisan.

Depois de passar por Nova York em 2020, com uma exposição na Slag Gallery, abriu neste ano uma grande mostra dentro da série Luz Contemporânea - no Museu de Arte Sacra, sob curadoria de Simon Watson, chamada “Corpo e Alma”, onde suas peças dialogavam com o belíssimo acervo da instituição -, está em cartaz até 30 de outubro na galeria Raquel Arnaud com a exposição das conversas noturnas e está no Egito como o único artista brasileiro escalado para a primeira grande mostra de arte contemporânea nos entornos da pirâmide de Gizé, no Cairo, a mostra internacional Art D’Égypte Forever is Now, sob a direção de Nadine Abdel Ghaffar e co-curadoria  de Simon.

A obra “Corpo que se levanta” ocupará, com seus seis metros de altura, uma área do parque bem próxima à pirâmide. Ela é composta por antigos dormentes de estradas de ferro, universo bastante presente na produção artística de João Trevisan, onde ele une conceitos como matéria, leveza, peso, tensão, articulação, equilíbrio e política em materiais como madeira, metal e o vazio sob a ação da gravidade.

Além de Trevisan, estão escalados para a mostra artistas de várias partes do planeta como o russo Alexander Ponomarev, a portorriquenha Gisela Colón, o francês JR, o ítalo-americano Lorenzo Quinn, os egípcios Moataz Nasr e Sherin Guirguis (residente em LA), os ingleses Shuster + Moseley e Stephen Cox Era e, fechando o elenco, o saudita Sultan Bin Fahad.

“Fiquei sem palavras. Montar uma instalação no Egito! E não era só no Egito, era no Cairo, aos pés das pirâmides”, diz Trevisan. “Num dia estava recebendo mensagens e no outro estava com esse projeto marcado em outubro para participar em outro país, ainda mais num lugar que tem história mais que milenar”, completa.

“Ele faz esculturas abstratas a partir de materiais encontrados em todo o globo.  Suas esculturas taciturnas e robustas transmitem uma sensação de poder humano e de sofrimento na luta com aquelas vigas pesadas”, afirma o curador.

“Vista no Planalto de Gizé, a escultura de João Trevisan irá ecoar e ampliar as obras dos antigos.  Os visitantes do Planalto de Gizé que testemunharem a escultura de João Trevisan ‘Um corpo que se levanta’ - que transmite o imenso poder e fisicalidade dos dias atuais - irão nos conectar com nosso passado vibrante.” explica Simon

"Forever is Now" é promovida pelo Ministério do Turismo e Antiguidades e Ministério das Relações Exteriores do Egito e pela UNESCO.

A exposição tem abertura prevista para 21 de outubro e permanece até 7 de novembro. Após este período o artista, nascido em Brasília e residente em São Paulo, prepara suas malas para uma viagem mais longa, uma residência artística em NY. 

Sobre o artista

João Trevisan é pintor e escultor, residente em São Paulo. Bacharel em Direito e Licenciado em Geografia, expõe de forma contínua desde 2014 e é artista indicado no prêmio PIPA nos anos de 2019 e 2020. Suas mostras mais recentes: Slag Gallery, New York, NY, USA; Museu Nacional, Brasília (2020/2021), Central Galeria, São Paulo (2020); Karla Osório, Brasília (2019); “Foro, Space”, Bogotá, Colômbia (2019). Suas obras são parte das coleções de instituições públicas e privadas do Brasil e do exterior. Seus trabalhos estão em acervos de coleções como Casa da Cultura da América Latina, Brasília, DF; MAR - Museu de Arte do Rio, RJ; MUN - Museu Nacional da República, Brasília, DF; e MARP - Museu de Arte de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto, SP. João foi escolhido para participar entre dez artistas de todo o mundo para participar da primeira exposição de arte contemporânea na Giza Plateau, no Egito no outubro, 2021.