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Jornal denuncia enorme esquema de tráfico infantil no Quênia

A apuração revelou que diversas crianças foram roubadas e vendidas por profissionais da saúde em clínicas clandestinas

Pamela Malva Publicado em 24/11/2020, às 08h00

Imagem meramente ilustrativa de urso de pelúcia
Imagem meramente ilustrativa de urso de pelúcia - Divulgação/Pixabay

Na última semana, o programa BBC Africa Eye denunciou um esquema clandestino de roubo e venda de crianças no Quênia. A notícia estarrecedora fez com que diversos membros das quadrilhas responsáveis pelo tráfico fossem presos e acusados.

A partir da experiência de personagens reais, os jornalistas Peter Murimi, Joel Gunter e Tom Watson apuraram que diversas crianças foram roubadas em clínicas ilegais e em um hospital público de Nairóbi. Em seguida, elas foram vendidas por cerca de R$ 2,4 mil.

No dia seguinte à publicação do artigo, a polícia do Quênia já prendeu quatro pessoas acusadas de comandar o tráfico das crianças. Antes da detenção destes supostos líderes, outras sete pessoas foram levadas sob custódia, incluindo médicos e um administrador do hospital de onde as crianças foram sequestradas.

Como parte da apuração da reportagem, os jornalistas ainda entraram em contato com Fred Leparan, um assistente social do hospital. Durante a conversa, o profissional teria oferecido o acordo de venda de um menino por cerca de US $ 2.700 em dinheiro.

Na última segunda-feira, 23, mais três pessoas foram acusadas pelo esquema. Segundo o escritório do diretor de promotoria pública do país, tratam-se de um médico sênior do hospital e mais dois assistentes sociais, que se declararam inocentes. Agora, o tribunal responsável pelo caso deve anunciar uma decisão definitiva até o dia 25 de novembro.