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Jornalista australiana detida na China há seis meses tem prisão formalizada

Desde que a Austrália solicitou a investigação da origem da pandemia de coronavírus, uma grande tensão tomou conta das relações entre os países

Giovanna Gomes Publicado em 08/02/2021, às 09h25

A jornalista foi presa em agosto
A jornalista foi presa em agosto - Divulgação/Twitter

Após seis meses detida, uma jornalista australiana teve a prisão formalizada na China. Cheng Lei, que é de origem chinesa, é acusada de "fornecer ilegalmente segredos de Estado no exterior", conforme declarou nesta segunda-feira, 8, a ministra das Relações Exteriores da Austrália, Marise Payne. As informações foram repercutidas pela CNN.

Segundo ela, Cheng era âncora do canal em inglês da CGTN, a mídia estatal chinesa, e o governo australiano "levantou suas sérias preocupações sobre a detenção de Cheng regularmente em níveis superiores, incluindo sobre seu bem-estar e as condições de detenção".

De acordo com a ministra, os dois filhos da jornalista, de onze e nove anos de idade, encontram-se na Austrália com a família desde então.

Nos últimos tempos, surgiu uma grande tensão entre os dois países após o governo australiano ter solicitado uma investigação internacional para analisar a origem da pandemia que vivemos hoje.

Segundo declarou à Reuters Geoff Raby, ex-embaixador australiano em terras chinesas, o caso da jornalista "parece ir além das questões na relação bilateral. O apoio à Lei é, no entanto, muito mais difícil na ausência de contato de alto nível entre os governos”.

Após a prisão de Cheng ter se tornado de conhecimento geral, dois correspondentes australianos foram interrogados pelo Ministério da Segurança do Estado da China. Por esse motivo, logo em seguida, receberam ajuda de funcionários consulares australianos para saírem do país.