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Notícias / Brasil

Jovem autista e deficiente auditivo é agredido em shopping de SP

Motivação teria sido o volume de seu celular

Luisa Alves, sob supervisão de Fabio Previdelli Publicado em 02/06/2022, às 17h26

Imagem ilustrativa - Pixabay
Imagem ilustrativa - Pixabay

Fábio Junio Deodato, de 23 anos, autista e deficiente auditivo, foi agredido por seguranças com chutes e socos na cabeça, por não ter abaixado o volume de seu celular. O caso ocorreu nesse último sábado, 29.

O jovem é atendente do McDonald's em um shopping de Ribeirão Preto, local onde foi agredido. Segundo a família e sua defesa, ele estaria sentado na praça de alimentação durante seu intervalo de trabalho, sem uniforme, ouvindo música com seus fones de ouvido.

Uma funcionária de segurança, do Shopping Iguatemi, teria gritado com Fábio para que ele abaixasse o volume da música. As informações são da Folha de São Paulo.

Fábio Junio Deodato foi levado à uma galeria do shopping, onde foi agredido com chutes e socos na cabeça. Segundo a Resolv, empresa de segurança terceirizada, o jovem teria abordado de maneira brusca o segurança que iniciou as agressões, "criando um ambiente de risco potencial". De acordo com a empresa, o agente seguiu o protocolo de segurança ao retirá-lo do local.

O McDonald's disse repudiar atos de violência e que está em contato com a família para oferecer o suporte necessário. A família do jovem optou pela sua transferência de restaurante. Fábio deve iniciar suas atitividades em outra unidade também na zona sul de Ribeirão na quinta-feira, 2.

Racismo e discriminação

Para a família, Fábio Junio Deodato foi vítima de racismo e discriminação por ser autista. "Não consigo achar uma explicação que não seja por racismo, discriminação [pelo autismo] e total falta de preparo. Ela pediu para abaixar o som, ele não ouviu, é surdo de um ouvido e está perdendo a audição do outro".

"Quando Fábio perguntou ao segurança o motivo de ele [segurança] estar encarando, o segurança falou que ele era ‘bandidinho’ e não deveria estar ali. As agressões só pararam quando chegaram uma gerente de uma loja de alimentos que fica ao lado e a gerente do McDonald’s e tiraram ele de lá", disse a advogada do jovem, Laura Parodi

O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária de Ribeirão Preto como lesão corporal. A resolv e o shopping não entraram em contato com a família até a noite da quarta-feira, 1.