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Notícias / EUA

Jovem com rara alergia afirma não beber água há um ano: 'Nem sei como me ajudar'

A adolescente de Tucson, Abigail Beck, ainda relata sentir dor ao chorar

Redação Publicado em 16/05/2022, às 09h47

A jovem Abigail Beck - Divulgação / Facebook
A jovem Abigail Beck - Divulgação / Facebook

Diagnosticada com uma rara alergia à água, a jovem Abigail Beck, de 15 anos, não consegue mais tomar banho, chorar ou mesmo beber água normalmente. Ela vive em Tucson, Arizona (EUA) e recebeu o diagnóstico no mês passado, três anos após o início dos sintomas.

"Eu vomito se bebo água, meu peito dói muito e meu coração começa a bater muito rápido", declarou a adolescente. que não bebe água há um ano, em entrevista ao New York Post. Assim, ela toma comprimidos de reidratação e coisas que "não vão tanta água assim", tais como energéticos e suco de romã.

Segundo Abigail, durante o banho a reação "começa bem leve", mas piora com o passar do tempo. "Quando tomo banho, começa bem leve, depois fico com uma erupção cutânea e vergões vermelhos, depois se desenvolve uma urticária", disse. "Quando eu saio, a reação realmente começa a acontecer. Eu tenho que secar o mais rápido possível. Eu tenho que deixar a água correr e sair da água enquanto lavo meu cabelo".

Falta de informações

De acordo com o portal de notícias UOL, como se trata de uma condição rara, a jovem não possui muitas informações sobre sua alergia, o que a preocupa.

"Não sei se isso poderia me matar, não me disseram", declarou. "Tenho sintomas que podem fazer meu coração parar, mas ninguém sabe nada sobre a condição, então eles não sabem se meu coração ou pulmões podem parar de funcionar".

A garota ainda destaca que até mesmo suas lágrimas provocam ardência em seu rosto. "Eu choro como uma pessoa normal, e isso dói", revelou Abigail. "Se estiver chovendo, eu provavelmente não sairia, mas se for preciso, me certifico de estar totalmente coberta com uma jaqueta e três pares de calças de moletom".

Como ainda não há um tratamento para sua condição, a adolescente está traçando, junto a um alergista, um plano de possíveis reações alérgicas que ela pode desenvolver enquanto estiver na escola.

"Tenho medo de que, se um dia sair do controle, ninguém saberá o que fazer, inclusive eu. Eu nem sei como me ajudar. Tento me manter de bom humor e sei que, se algo acontecer, as pessoas ao meu redor farão o melhor que puderem", declarou.