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Jovem encontra 425 moedas de ouro do século 9 em Israel

Datado do califado abássida, o tesouro descoberto durante escavações voluntárias tem cerca de 1,1 mil anos

Pamela Malva Publicado em 24/08/2020, às 08h30

Fotografia de algumas das moedas encontradas em Israel
Fotografia de algumas das moedas encontradas em Israel - Divulgação/Autoridade de Antiguidades de Israel

Enquanto realizava trabalho voluntário antes do serviço militar obrigatório, o adolescente Oz Cohen fez uma descoberta significativa. No centro de Israel, ele identificou 425 moedas de ouro do califado abássida, datadas de 1,1 mil anos atrás.

“Quando cavei o solo, vi o que pareciam ser folhas muito finas. Mas quando olhei de novo, vi que eram moedas de ouro”, contou o jovem. O raro achado foi, então, anunciado pela Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA), na segunda-feira, 24.

Para proteger a impressionante descoberta, o IAA não identificou o local das escavações. De acordo com os diretores das expedições, Liat Nadav-Ziv e o Dr. Elie Haddad, contudo, este é um achado bastante singular.

Uma das pequenas moedas encontradas em Israel / Crédito: Divulgação/Autoridade de Antiguidades de Israel

 

“Quase nunca encontramos ouro em escavações arqueológicas, pois ele sempre foi extremamente valioso, derretido e reutilizado de geração em geração”, explicam os arqueólogos. Em nota, eles ainda afirmaram que, com pouco mais de 800 gramas, as moedas encontradas seriam de uma quantia significativa no final do século 9. 

Segundo Dr. Robert Kool, um especialista em moedas da IAA, o tesouro é composto por dinares de ouro inteiros e por “cerca de 270 pequenos fragmentos de ouro, pedaços de dinares cortados para servir como troco”.

Antigas moedas no local da descoberta / Crédito: Divulgação/Autoridade de Antiguidades de Israel

 

Nesse sentido, um dos cortes menores, cunhado em Constantinopla, é especialmente raro e nunca foi encontrado nada parecido em escavações em Israel. Para os especialistas, ficou óbvio que as moedas tinham um importante papel comercial.

“Esta descoberta pode indicar que houve comércio internacional entre os residentes da área e áreas remotas”, explicam os diretores, ainda em nota. Agora, os especialistas esperam descobrir um pouco mais sobre uma época tão distante e misteriosa.