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Jovem sequestrada há 16 anos no Paraná pode ter sido encontrada

Luana Oliveira Lopes tinha apenas 8 anos quando foi raptada por um caminhoneiro em uma rodovia próximo à Curitiba

Fabio Previdelli Publicado em 11/03/2020, às 13h30

Foto de Luana Oliveira Lopes
Foto de Luana Oliveira Lopes - Divulgação

Após 16 anos, a Polícia Civil do Paraná retomou as investigações sobre o sequestro de Luana Oliveira Lopes, que tinha apenas 8 anos em 2003. O caso aconteceu na cidade de Florestópolis (PR), que fica a 453 quilômetros de Curitiba.

Luana desapareceu dia 16 de novembro daquele ano. Na ocasião, ela e seu irmão, dois anos mais velho, vagavam na PR-170 em direção à cidade vizinha de Prado Ferreira, onde buscariam leite em uma propriedade rural.

Durante o percurso, segundo os investigadores, os dois foram abordados por um caminhoneiro que ofereceu cobertores que estavam no baú do veículo. Quando elas subiram na carroceria, o motorista fechou a porta e continuou seu percurso.

Pouco depois, as crianças foram levadas para a cabine do automóvel, mas o irmão de Luana reagiu a ofensiva do motorista. Ele foi espancado e deixado amarrado na estrada. Em decorrência das agressões, ele teve perda de memória, o que impossibilitou o reconhecimento do sequestrador.

Agora com 24 anos, mesma idade que a criança sequestrada teria, a mulher disse que passou a desconfiar de sua origem familiar após a confissão de uma tia que afirmou que ela era adotada.

Com a cisma, ela começou a buscar na internet casos de desaparecimentos e sequestros condizentes com sua idade, assim, chegando a sua suposta família biológica. Por meio das redes sociais, ela passou a conversar com parente de Luana — trocando fotos e fazendo comparações entre suas fisionomias.

Então, ela chegou à conclusão de que era a garota sequestrada em 2003. O reencontro aconteceu no último sábado. "Ela não sabe informar detalhes do seu início de vida, somente depois dos seus 10 anos. Essa jovem desconfiou que não seria daquela família durante a sua adolescência e posteriormente uma tia em seu leito de morte teria falado que não era daquela família. Isso a levou a suspeitar ser vítima de um crime de sequestro. A idade é compatível e há semelhança física, mas só o exame de DNA vai confirmar”, explicou a delegada Patrícia Paz, em entrevista coletiva na tarde de ontem, dia 10, em Curitiba.

A expectativa é que o resultado do exame de DNA demore cerca de 30 dias. Após isso, as autoridades decidirão quais serão os próximos passos do inquérito. Caso se confirme, a família que adotou Luana também deverá ser ouvida.