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Jovens do Quênia criam prótese robótica com inteligência artificial

Construído a partir de material reciclado, o braço mecânico tem como objetivo facilitar a vida de pessoas com deficiência

Pamela Malva Publicado em 28/01/2021, às 13h00

Fotografia dos inventores quenianos junto de sua criação
Fotografia dos inventores quenianos junto de sua criação - Divulgação

Na última segunda-feira, 25, dois jovens do Quênia chamaram atenção da comunidade científica ao criarem um braço robótico movido a sinais cerebrais. Moradores de Kikuyu, condado de Kiambu, os inventores chamam-se David Gathua e Moses Kinua.

Em entrevista à BBC, os jovens afirmaram que queriam facilitar a vida de pessoas com deficiência. O dispositivo, assim, usa de Inteligência Artificial e de uma interface cérebro-computador para conectar o usuário diretamente ao mecanismo.

"Quase um milhão de pessoas vivem sem um membro superior ou inferior, então pensamos em como podemos ajudá-los a se locomover em suas atividades diárias", disse Kinua. O problema, então, era descobrir como tirar o projeto do papel.

Fotografia de um dos inventores com o braço mecânico / Crédito: Divulgação

 

Sem acesso a materiais de qualidade, os jovens construíram um braço protético com peças de computador descartadas e madeira reciclada. Resolvido o problema, eles se inspiraram “em filmes como Robocop" para modelar o braço, segundo explicou Gathua.

Utilizando conhecimentos aprendidos nos livros e em um grupo de ciências do ensino médio, os jovens montaram seu protótipo. “Ele age de acordo com a maneira como você pensa”, explicaram os inventores orgulhosos ao site K24.

“Se você pensa em levantar o braço ou acenar, a tecnologia o fará de acordo com o seu desejo. Apenas pensando em uma ação, um usuário pode operar um veículo, ligar e desligar as luzes, bem como operar um computador”, disseram, por fim.