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Kevin Spacey terá que pagar US$ 31 milhões à produtora de “House of Cards” por alterações após demissão por abusos

Empresa relata que retirar o ator da série trouxe diversos obstáculos para a produção

Paola Orlovas, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 23/11/2021, às 11h43

Kevin Spacey em 2019
Kevin Spacey em 2019 - Getty Images

Foi ordenado por um juiz que Kevin Spacey, antes um dos maiores nomes dentro de “House of Cards”, durante cinco temporadas, pague 31 milhões de dólares — montante equivalente a 170 milhões de reais — para a Media Rights Capital, produtora da série da qual foi demitido em 2017, após ser acusado de assédio sexual.

A decisão se deu após uma petição apresentada pela MRC na última segunda-feira, 22, que pedia que o Tribunal Superior do Condado de Los Angeles confirmasse a sentença favorável a ela no julgamento contra Spacey. As informações são da CNN.

A produtora enfrentava Kevin Spacey na justiça há anos, desde que o ator foi demitido do seriado por má conduta tanto fora quanto dentro do set de filmagens, depois de uma reportagem de 2017 onde antigos membros da produção de “House of Cards” denunciavam o ator, alegando assédio sexual. 

Antes da reportagem de 2017, que foi feita pela CNN, Anthony Rapp, um ator, havia denunciado Spacey, que era produtor executivo de “House of Cards”, de fazer uma abordagem sexual em uma festa no ano de 1986, quando Rapp tinha apenas 14 anos de idade, em uma matéria da Buzzfeed News. 

A produtora afirma que depois de retirar Spacey da série uma temporada inteira teve que ser rescrita, omitindo seu personagem, e a sexta temporada teve que ter seu número de episódios encurtado para conseguir cumprir com os prazos de entrega. A MRC também afirma ter sofrido perdas monetárias.

Depois da decisão da última segunda-feira, 22, a MRC divulgou uma declaração que dizia:

“A segurança de nossos funcionários e ambientes de trabalho é de suma importância e a razão pela qual decidimos exigir responsabilidade”.

Até o momento, os advogados de Kevin Spacey não se manifestaram publicamente sobre a decisão do Tribunal Superior do Condado de Los Angeles.