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Kim Jong-un não teria passado por cirurgias, afirma agência de notícias da Coreia do Sul

Depois da aparição do tirano, o Serviço de Inteligência Nacional do país contrariou informações divulgadas ao redor do mundo anteriormente

Caio Tortamano Publicado em 06/05/2020, às 14h17

Kim Jong-un em parada em Pyongyang
Kim Jong-un em parada em Pyongyang - Reprodução

Segundo a agência de notícias Yonhap, membros do Serviço de Espionagem da Coreia do Sul, informaram que Kim Jong-Un, líder supremo da Coreia do Norte, se ausentou de atividades públicas recentes com medo do novo coronavírus. Apesar do que estava sendo veiculado na imprensa global, o líder coreano não teria sido submetido a uma cirurgia no coração.

Sem aparições públicas desde 11 de abril, a primeira aparição dele foi para a inauguração de uma fábrica de fertilizantes, no começo de maio. O sumiço gerou rumores acerca do seu estado de saúde, com veículos de comunicação afirmando que ele estaria se recuperando de uma intervenção cardiovascular ou até mesmo que teria morrido.

O Serviço de Inteligência Nacional da Coreia do Sul afirmou que teorias sobre um procedimento cirúrgico eram, na verdade, infundadas. Em contrapartida, o Serviço comparou o número de aparições públicas em 2020 com a média de outros anos, tendo sido 17 deste ano contra mais de 50 nos anos anteriores.

A explicação encontrada foi uma possível preocupação com a pandemia do coronavírus na Coreia do Norte. Para o membro do serviço de inteligência, Kim Byung-kee: "Embora a Coréia do Norte afirme que possui zero casos, não se pode descartar que haja um surto no país, já que eles tiveram trocas ativas de pessoas com a China antes de fechar a fronteira no final de janeiro".