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Notícias / ONU

Lei a ser votada em Israel pode considerar agência da ONU como 'organização terrorista'

Medida está sendo proposta em meio a críticas da comunidade internacional à falta de garantia de entrada de ajuda humanitária em Gaza

por Giovanna Gomes

ggomes@caras.com.br

Publicado em 28/05/2024, às 07h15

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Local onde ocorre a Assembleia Geral da ONU - Getty Images
Local onde ocorre a Assembleia Geral da ONU - Getty Images

Uma agência da ONU, a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), está enfrentando a possibilidade de ser classificada como uma "organização terrorista" pelo Parlamento de Israel. Até o momento, não foi definida uma data para a votação.

Se a lei for aprovada, Israel pretende cortar todos os laços com a UNRWA. Essa medida está sendo proposta em meio a críticas da comunidade internacional à falta de garantia de entrada e distribuição de ajuda humanitária em Gaza por parte de Israel.

Segundo o portal de notícias UOL, os bombardeios de Israel já teriam matado ao menos 34.356 pessoas, sendo a maioria mulheres e crianças, conforme o Ministério da Saúde dirigido pelo Hamas.

O objetivo deste projeto de lei é declarar a UNRWA como uma organização terrorista para todos os efeitos e propósitos, bem como ordenar o término das relações [e da cooperação] do Estado de Israel com a agência, direta ou indiretamente” declarou MK Yulia Malinovsky, membro do Parlamento, segundo o UOL.

Envolvimento em ataque

Em janeiro, a UNRWA se viu no epicentro de uma polêmica quando Israel acusou 12 de seus funcionários de envolvimento em um ataque perpetrado por um grupo extremista, resultando na morte de cerca de 1.160 pessoas em solo israelense, a maioria civis.

Em resposta, a ONU demitiu os funcionários implicados e lançou uma investigação interna para examinar a neutralidade da agência. Esta investigação foi supervisionada por Catherine Colonna, ex-ministra de Relações Exteriores da França.

Após as acusações feitas por Israel, cerca de 15 países, incluindo os Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Japão, suspenderam o financiamento à UNRWA. Canadá e Suécia também fizeram parte desse grupo inicial, mas posteriormente retomaram o envio de ajuda à agência. Em abril, a ONU optou por arquivar uma das investigações contra a agência devido à falta de provas substanciais.