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Notícias / Brasil

Líder comunitária salva gêmeos em Petrópolis: 'Fiquei sozinha para ajudar'

Parte da região Servidão Mario Barbatti, Sereia descreveu o que aconteceu em sua comunidade como “um desastre total”

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 17/02/2022, às 15h41

Imagens aéreas de uma das regiões afetadas pelas chuvas de Petrópolis - Divulgação / Youtube (UOL)
Imagens aéreas de uma das regiões afetadas pelas chuvas de Petrópolis - Divulgação / Youtube (UOL)

Na última segunda-feira, 14, o alarme de chuvas soou em Petrópolis e as regiões com maior perigo deveriam ter sido evacuadas. No entanto, as fortes águas causaram deslizamentos e transformaram a situação em uma verdadeira tragédia, com mais de 100 pessoas mortas em meio às inúmeras que perderam bens e casas.

Dentro da comunidade Servidão Mario Barbatti, uma das localidades mais afetadas pelas chuvas, uma das líderes comunitárias presenciou todos os desastres que assolaram a região, além de conseguir salvar algumas pessoas e abrigar outras em sua casa. Sereia, a líder, até celebrou a chegada dos bombeiros e o maior auxílio.

De acordo com a cobertura do jornal Folha de SP, a habitante de Servidão Mario Barbatti, que se encontra nas encostas de um morro, tentou avisar as pessoas da chuva que estava vindo, especialmente pois o alarme não foi ouvido em sua comunidade.

A única pessoa que faz isso aqui sou eu. Quando dá tempo, eu alerto às pessoas, mas não deu tempo. Era muita água, com barro e pedaço de pedra", relatou.

Ainda assim, Sereia dedicou-se completamente a tentar salvar os moradores a sua volta. Em meio a gritos de socorro, confusão geral e grandes riscos, a líder comunitária conseguiu salvar um casal de gêmeos que já estava soterrado.

À Folha de SP, a salvadora reforçou que as casas começaram a cair no momento em que a chuva mais forte chegou. Sozinha, Sereia tentou ajudar em tudo que ela podia, no entanto, eram muitos pedidos de socorro, estalos e ninguém mais estava em situação para ajudar ela no auxílio.

A gente só escutava estalo e gritos de socorro e de ajuda. Eu fiquei sozinha para ajudar, porque não tinha ninguém para auxiliar. Graças a Deus, os bombeiros estão lá em cima agora. Foi um desastre total. Era muito grito de pedido de socorro em todos os lugares. Me marcou muito ouvir esses pedidos e não poder fazer nada. Como [ajudar] se você não tem nem como se ajudar?”.