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Notícias / Yakuza

Liderados pela Yakuza, dois brasileiros são sentenciados a 30 anos de prisão

Após participação em sequestro seguido de morte no Japão, a dupla recebeu a pena no Brasil

Redação Publicado em 13/07/2022, às 09h34

Foto meramente ilustrativa de uma arma - Getty Images
Foto meramente ilustrativa de uma arma - Getty Images

Sob ordens da organização criminosa japonesa Yakuza, dois empresários participaram do sequestro e assassinato do empresário Harumi Inagaki, em 2001, na cidade de Nagoya, no Japão. Recentemente, a Justiça Federal os condenou e a dupla está tentando recorrer da decisão penal, por um recurso, desde o dia 6 de junho.

Conforme a apuração do portal O Globo, no dia 24 de junho, Alexandre Miura e Marcelo Yokoyama foram sentenciados a 30 anos de prisão pelos crimes de extorsão mediante sequestro com resultado em morte. Outros dois brasileiros também teriam participado do ato, mas até o momento não foram identificados.

Antes de começar a efetivação do crime, Miura, Yokoyama e os outros dois homens não identificados estavam com roupas de construção civil em frente à casa da vítima, dono de casas noturnas em Nagoya.

Ações no crime

Harumi voltava para casa, por volta das 23h quando foi sequestrado para que os criminosos conseguissem dinheiro ao pedir um resgate.

Ao ficar assustado com a situação, tiros teriam sido disparados apenas para conter a sua agitação, tentando colocá-lo no porta-malas de um carro. A sua mulher sofreu com um tiro no seu corpo, mas sobreviveu.

Fatalmente, um dos disparos que seriam apenas de contenção acabou atingindo o empresário em cheio, causando uma hemorragia que o levou a morte. Mesmo assim, o grupo queria tirar proveito e lucrar com a ação e não teve sucesso. Então, o corpo foi amarrado a um barril e despejado em um rio, segundo a polícia japonesa.

Com a volta da dupla brasileira ao seu país de origem, as autoridades japonesas pediram uma cooperação internacional com o Brasil ainda em 2017. 

Ao ser procurado pelo O Globo, a defesa de Marcelo afirma que o seu cliente é inocente, enquanto a defesa de Alexandre não foi identificada.