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Lua de júpiter pode brilhar no escuro, acreditam cientistas

Pesquisadores da Nasa analisaram os efeitos da radiação no solo do satélite Europa, e descobriram que ele pode irradiar luz

Caio Tortamano Publicado em 11/11/2020, às 12h51

Representação da lua Europa
Representação da lua Europa - Wikimedia Commons

Cientistas do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, na Califórnia, fizeram uma descoberta curiosa ao divulgar uma pesquisa feita na superfície de uma das luas de Júpiter, chamada Europa. O satélite natural do maior planeta do sistema solar brilha no escuro.

Isso pode acontecer porque Europa recebe uma grande taxa de radiação vinda diretamente de Júpiter, e a carga de elétrons dessa radioatividade penetra a camada de gelo que compõe a superfície do satélite. Assim, elementos presentes no gelo entram em reação com a radioatividade, gerando luzes que, a olho nu, podem parecer verdes, azuis ou até mesmo brancas.

Murthy Gudipati, autor do trabalho publicado, afirmou à revista Nature Astronomy que: “Pudemos prever que esse brilho noturno no gelo poderia fornecer informações adicionais sobre a composição da superfície de Europa. A variação dessa composição poderia nos dar pistas se essa lua teria, por exemplo, condições adequadas para a vida”.

Representação de como a lua de Júpiter brilharia à noite / Crédito: Divulgação NASA/JPL-Caltech

 

A descoberta veio quando os pesquisadores analisaram os efeitos da radiação na superfície da lua, por meio de uma simulação fidedigna da superfície de Europa, recebendo feixes de elétrons de alta energia na mesma intensidade que o planeta irradia para o satélite. 

Fred Bateman, co-autor do artigo, afirmou que, quando viram as variações de brilho na superfície, perceberam que a pesquisa tomaria outro rumo. Isso porque havia variações de brilho em áreas de composições diferentes do solo: “Ver a salmoura de cloreto de sódio com um nível de brilho significativamente mais baixo foi o momento que mudou o curso da pesquisa".