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A Lua é muito mais jovem do que se acreditava inicialmente, diz novo estudo

Pesquisa realizada no Centro Aeroespacial Alemão afirma que nosso satélite natural tem milhões de anos a menos do que o sugerido anteriormente

Fabio Previdelli Publicado em 16/07/2020, às 05h00

Imagem da Lua
Imagem da Lua - Divulgação/ NASA

Um novo estudo realizado por pesquisadores do Centro Aeroespacial Alemão, acredita que a Lua é muito mais jovem do que se imagina. De acordo com a descoberta, publicada na Science Advances, o satélite natural da Terra tem 4.425 bilhões de anos, 85 milhões a menos do que o sugerido anteriormente. O trabalho se baseou na reexaminação da linha do tempo de quando a Lua se formou.

Pesquisadores há muito acreditam que nosso satélite natural se originou como resultado de uma colisão cósmica entre a Terra — que ainda estava se formando — e outro planetoide, comumente conhecido como Theia.

"A partir disso, a Lua se formou em pouco tempo, provavelmente em apenas alguns milhares de anos", disse uma das coautoras do estudo, Doris Breuer, chefe do departamento de física planetária do DLR Institute of Planetary Research, em um comunidado de imprensa. Os pesquisadores também observaram que a Lua tinha um oceano de magma.

"É a primeira vez que a idade da Lua pode ser diretamente ligada a um evento que ocorreu no final da formação da Terra, ou seja, a formação do núcleo", acrescentou Thorsten Kleine, professor do Instituto de Planetologia do Universidade de Münster, na Alemanha.

Em um esforço para encontrar a diferença de 85 milhões de anos, os pesquisadores usaram modelos matemáticos para criar a composição da Lua ao longo de sua história, usando o oceano de magma como base.

"Ao comparar a composição medida das rochas da Lua com a composição prevista do oceano de magma a partir do nosso modelo, conseguimos rastrear a evolução do oceano de volta ao seu ponto de partida, no momento em que a Lua foi formada", explica a coautora do estudo, Sabrina Schwinger.