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Lula defende Alckmin e comenta possível chapa

“Não terei nenhum problema”, opinou o ex-presidente sobre a união entre os dois políticos

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Pamela Malva Publicado em 19/01/2022, às 19h00

Lula em discurso (2021) e Geraldo Alckmin em comemoração (2018)
Lula em discurso (2021) e Geraldo Alckmin em comemoração (2018) - Getty Images (esquerda) e Wikimedia Commons/Hugo Cordeiro (direita)

Mesmo sem confirmar sua própria candidatura à presidência em 2022, o político e ex-presidente da República Lula utilizou uma coletiva nesta quarta-feira, 19, para, entre outros assuntos, defender o seu possível vice-presidente Geraldo Alckmin, antigamente do PSDB.

No final de 2021, surgiram especulações sobre quem levaria o título de vice de Lula, que está dominando as pesquisas, e o nome de Alckmin tornou-se uma grande aposta. Depois disso, as conversas entre os dois começaram e a união pareceu mais possível.

Em resposta a uma pergunta na coletiva e uma reação negativa geral da esquerda brasileira a esta conexão com Alckmin, o ex-presidente expressou sua posição em relação ao assunto.

Não terei nenhum problema em fazer chapa com o Alckmin para ganhar as eleições e governar esse país. Só não posso dizer ainda porque falta definir para qual partido ele vai, ver se o partido vai fazer aliança com o PT”, comentou.

Algumas das medidas de Alckmin durante seu período como governador de São Paulo são intensamente criticadas pela esquerda, porém Lula acredita que estas diferenças podem ser colocadas de lado durante um governo conjunto — mesmo que indivíduos dentro do próprio PT discordem desta posição.

De acordo com a cobertura do portal O Globo, o possível candidato à presidência declarou seu apoio ao Alckmin devido a sua suposta oposição a Bolsonaro e a Dória, independente de possíveis divisões ideológicas.

Temos divergências, temos. Por isso, pertencemos a partidos diferentes. Temos visões de mundo diferentes, temos. Mas isso não impede a possibilidade de que as divergências sejam colocadas em um canto e as convergências de outras para poder governar”, disse.