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Lula descarta vice petistas em eventual governo: "Não acrescentaria nada"

Sobre Dilma, alegou não ter sentido ‘uma ex-presidente trabalhar de auxiliar em outro governo’; e rechaçou “contradição” por Alckmin

Fabio Previdelli Publicado em 24/03/2022, às 16h38

Lula e Dilma Rousseff juntos em 2018
Lula e Dilma Rousseff juntos em 2018 - Getty Images

Nesta quinta-feira, 24, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, em um eventual novo mandato, descartaria ter como vice algum nome forte do Partido dos Trabalhadores. Em suas palavras, um petista "não acrescentaria nada à expectativa eleitoral da sociedade brasileira".

Sobre Dilma Rousseff, Lula declarou que “não tem sentido uma ex-presidente da República trabalhar de auxiliar em outro governo". À Rádio Super, de Belo Horizonte, o petista afirmou ter "profundo respeito” por José Dirceu e José Genoíno, mas disse que nenhum deles aceitaria participar do governo. 

Sobre uma chapa com o ex-tucano Geraldo Alckmin, Lula diz que não enxerga a possibilidade como uma contradição. "Contradição não é eu fazer uma somatória, uma chapa com o Alckmin, contraditório seria eu ter um vice do PT. Seria uma soma zero. Lula mais alguém do PT seriam dois PTs que não acrescentariam nada à expectativa eleitoral da sociedade brasileira".

O Alckmin foi meu adversário em 2006, foi adversário da Dilma também, isso não é problema porque estamos, na verdade, tentando construir uma proposta de reconstrução do Brasil", continuou. 

Lula também falou de quando Dilma o convidou para assumir a Casa Civil, em 2016. Embora tenha aceito, a posse foi suspeita pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

Sobre isso, o petista detalhou que tentou convencer a então presidente da ineficiência de tê-lo no governo. “Não cabem dois presidentes” no Palácio do Planalto, afirmando que se assumisse o cargo, o fato geraria um incômodo para os dois.