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Macron é alvo de protestos em Bangladesh após defender charges sobre Maomé

40 mil pessoas participaram da marcha e convocaram um boicote aos produtos franceses

Giovanna de Matteo Publicado em 27/10/2020, às 09h22

Mais de 40.000 pessoas participaram da mobilização contra Macron, em Bangladesh
Mais de 40.000 pessoas participaram da mobilização contra Macron, em Bangladesh - Divulgação / Twitter

Inúmeras pessoas saíram às em Bangladesh nesta terça-feira, 27, em uma manifestação contra o tratamento do presidente francês a respeito do Islã, depois que ele defendeu a publicação de charges que 'ofendam' o profeta Maomé. As informações são do site da revista Isto É.

O profeta é reverenciado pelos fiéis, que condenam qualquer tipo de representação visual do mesmo. Os protestos começaram após um professor francês ter sido decapitado por um jovem muçulmano radical, por ter apresentado durante sua aula uma caricatura de Maomé.

Os manifestantes pediam o boicote de produtos franceses em países muçulmanos enquanto queimavam cartazes com o rosto de Emmanuel Macron. A polícia local estimou que mais de 40.000 pessoas participaram da marcha, que foi organizada pelo Partido Islamita. As pessoas foram interrompidas pelas autoridades com barricadas de arame farpado antes de chegarem à embaixada da França em Dacca, dispersando a mobilização.

Cartaz com rosto de Emmanuel Macron é queimada durante protesto em Bangladesh / Divulgação / Twitter

 

Macron virou alvo de crítica em vários países depois de declarar que as caricaturas satíricas religiosas não seriam repreendidas no seu país. A Turquia lidera os protestos e convoca um boicote dos produtos franceses no mundo muçulmano. Outros países como Catar, Paquistão e Irã já se posicionaram contra a França, que na visão deles incita a islamofobia na Europa.