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Macron evita chamar guerra na Ucrânia de 'genocídio': 'Escalada de retórica'

Atitude do presidente da França contrasta com a de Joe Biden

Ingredi Brunato, sob supervisão de Penélope Coelho Publicado em 13/04/2022, às 14h15

Fotografia de Emmanuel Macron
Fotografia de Emmanuel Macron - Getty Images

Ao ser questionado por jornalistas nesta quarta-feira, 13, o presidente francêsEmmanuel Macron afirmou que preferia não chamar os atos das tropas russas na Ucrânia de "genocídio". 

"Eu teria cuidado com esses termos hoje porque esses dois povos [russos e ucranianos] são irmãos. Quero continuar tentando, tanto quanto puder, parar esta guerra e reconstruir a paz. Não tenho certeza de que uma escalada de retórica sirva a essa causa", apontou ele, segundo repercutido pela CNN. 

A afirmação do chefe de Estado da França contrasta com falas proferidas pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, na última terça-feira, 12. 

Postura de Biden

Na ocasião, o democrata chamou Vladimir Putin de "ditador" e disse que ele estava cometendo "genocídio". 

"Sim, eu chamei de genocídio. Está cada vez mais claro que Putin está tentando varrer a ideia de poder ser ucraniano", reiterou ainda o presidente norte-americano. 

Crimes russos

Apesar de seu discurso mais moderado, Macron afirmou que o exército russo havia de fato cometido "crimes de guerra" durante sua invasão do território ucraniano. 

“A Rússia iniciou unilateralmente uma guerra extremamente brutal, foi estabelecido que o exército russo cometeu crimes de guerra e devemos encontrar os responsáveis”, concluiu o político francês. 

As violações por parte do Kremlin estão atualmente sob investigação do Tribunal Internacional de Justiça, órgão da ONU. A invasão da Rússia à Ucrânia já está em seu 49º dia, e causou centenas de mortes.