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Maduro tem página bloqueada pelo Facebook por desinformação na pandemia

Punição terá um período total de 30 dias, segundo um representante da plataforma

Redação Publicado em 27/03/2021, às 21h28

Maduro em Caracas, fevereiro de 2021
Maduro em Caracas, fevereiro de 2021 - Getty Images

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, tomou uma punição do Facebook que irá durar 30 dias. Através de seu perfil oficial, o presidente acabou espalhando desinformação relacionada à pandemia de Covid-19. As informações são da agência de notícias AFP.

Maduro teve a página bloqueada na plataforma após a publicação de um vídeo onde descreve o medicamento Carvativir como ‘gotinhas milagrosas’ no combate contra a covid-19, no entanto, o medicamento não conta com estudos publicados que comprovem a sua eficácia diante do novo coronavírus.

Assim, a página de Maduro não contará com mensagens ou comentários feitos pelos adminstradores durante o período de punição estabelecido pelo Facebook.

"Seguimos as orientações da Organização Mundial da Saúde, segundo as quais atualmente não existe nenhum medicamento que previna ou cure o vírus. Devido a reiteradas violações de nossas normas, bloqueamos a página por 30 dias, durante os quais permanecerá apenas em modo leitura", explicou um representante da companhia, conforme repercutido pelo G1.

Vale lembrar que em fevereiro o presidente havia criticado a rede social de Mark Zuckerberg por ter censurado vídeos relacionados ao medicamento.

"Eles dizem que até que a OMS diga sim eu não posso falar do Carvativir. Quem manda na Venezuela? O dono do Facebook? Quem manda no mundo? O dono do Facebook? Abusadores, Zuckerberg é o nome? É um tremendo abusador", explicou Nicolás durante a punição.

Sobre a Covid-19

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, atualmente, o Brasil registra 12.404.414 de pessoas infectadas, e as mortes em decorrência da doença já chegam em 307.112 no país.  

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.  

De lá pra cá, a doença já infectou 126 milhões de pessoas ao redor do mundo, totalizando mais de 2,7milhões de mortes. Os EUA seguem no topo da lista de infectados, com 30.217.273.