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Mãe de Henry Borel recebe tornozeleira eletrônica e inicia prisão domiciliar

Monique Medeiros deixou a prisão na noite da última terça-feira, 5, após ameaças

Wallacy Ferrari Publicado em 06/04/2022, às 14h40

Fotos de Monique na prisão e com o filho
Fotos de Monique na prisão e com o filho - Divulgação/Polícia do Rio de Janeiro

Monique Medeiros, mãe do garotoHenry Borel, conhecido pelo caso de violência que o vitimou fatalmente em 2021, deixou a cadeia no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e instalou a tornozeleira eletrônica responsável por geolocalizar a detenta durante a prisão domiciliar na manhã desta quarta-feira, 6.

O acessório foi retirado na Coordenação de Monitoramento Eletrônico após uma decisão judicial da 2ª Vara Criminal, permitindo que ela saísse da prisão após ameaças de outras detentas, mas, cumprisse medidas cautelares ao ser transferida ao regime domiciliar. Ela deixou a penitenciária na noite da última terça-feira, 5, sendo levada por um advogado.

De acordo com o portal G1, a juíza Elizabeth Machado Louro manifestou preocupação com a integridade física de Monique dentro da cadeia, acrescentando que o risco das ameaças "não favorece a garantia da ordem pública".

Contudo, ela não poderá conversar com terceiros durante a monitoração, apenas com familiares e integrantes de sua defesa, e não pode usar telefone ou redes sociais. Além disso, ela não pôde voltar para seu apartamento na Barra de Tijuca onde o crime ocorreu, há um ano.


Relembre o caso Henry Borel

No domingo de 7 de março de 2021, o engenheiro Leniel Borel deixou seu filho Henryna casa da mãe do garoto, sua ex-esposa Monique. Segundo a mulher, via UOL, o menino teria chegado cansado, pedindo para dormir na cama que ela dividia com Jairinho.

Por volta das 3h30 da madrugada, o casal foi verificar o pequeno e acabou encontrando Henry no chão, já desacordado. Monique e o vereador levaram o garoto às pressas para o hospital, enquanto avisavam Leniel que, desconfiado, abriu um Boletim de Ocorrência.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia e, até hoje, a polícia já ouviu cerca de 18 testemunhas. Tendo em vista que a morte do garoto foi causada por “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente”, os oficiais já reuniram provas o suficiente para descartar a hipótese de um acidente, segundo o G1.

Dr. Jairinho e Monique Medeiros foram indiciados por homicídio duplamente qualificado, como agravamento de tortura e recursos que dificultaram que o garoto se defendesse.