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Magnata que pretende viver até os 200 anos investe 100 milhões de dólares em "ciência da eternidade"

Com o objetivo de ajudar 1 bilhão de pessoas, Sergey Young espera usar partes de corpos biônicos, impressão 3D de órgãos e implantar mentes humanas em avatares

Redação Publicado em 25/09/2019, às 16h37

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Reprodução

Em seu site pessoal o multimilionário Sergey Young se define como um investidor de longevidade e visionário que tem como missão ajudar um bilhão de pessoas a estenderem suas vidas saudáveis, tornando a longevidade acessível e possível para todos.

Para lograr tamanho feito, ele está investindo milhões de dólares em tecnologia antienvelhecimento por meio da Longevity Vision Fund. O fundo promete investir 100 milhões de dólares em empresas que desenvolvem tecnologias, produtos e serviços que prolongam a expectativa de vida humana saudável e que superem os efeitos negativos do envelhecimento.

Young acredita que usando partes de corpos biônicos, impressão 3D de órgãos e implantar mentes humanas em avatares, os humanos podem prolongar sua vida significativamente. Em entrevista para ao Telepraph ele disse: “Hoje, ninguém pode viver além dos 122 anos, a pessoa que viveu por mais tempo era uma francesa que morreu em 1997”.

Modelo de um pulmão impresso em 3D / Crédito: Reprodução


Para tornar seu sonho realidade, o empresário está investindo dinheiro em uma variedade de tecnologias, incluindo robótica, órgãos de substituição cultivados em biorreatores dentro do corpo e pesquisas conduzidas por inteligência artificial (IA).

“Estamos investindo em coisas como diagnóstico precoce do câncer, inteligência artificial para o desenvolvimento de medicamentos. Conheço mais de 100 empresas por ano. É um espaço emocionante”, declarou.

Um de seus parceiros é a empresa britânica Juvenscence, que está desenvolvendo medicamentos senolíticos — uma nova classe de medicamentos que diminuem drasticamente o processo de envelhecimento.  Eles são projetados para remover as células em deterioração do corpo, rejuvenescendo os tecidos degradados pela idade.

Outra empresa financiada por Young é a LyGenesis, que estuda um método para regeneração de órgãos dentro de seus próprios corpos. “O maior problema com partes substituíveis do corpo é a sua reação autoimune. Quando você o coloca em seu corpo, ele pensa que é um objeto estranho e faz de tudo para rejeitá-lo”, explica.

No projeto ainda há a Freenome, uma empresa no Vale do Silício que usa o aprendizado de máquina para detectar o câncer precocemente. Ao treinar os sistemas de IA, a Freenome espera detectar o câncer colorretal em seus estágios iniciais, onde o tratamento ainda pode ser eficaz.

Uma opção é implantar mentes humanas em "avatares" de robôs / Crédito: Wikimedia Commons


“Há 70 ou 80 anos a expectativa de vida média na Terra era de 43 anos. Neste momento, em países como o Reino Unido e os Estados Unidos, ela está entre 75 e 80. Então, vamos continuar a expandir isso. Vamos quebrar a barreira. Vamos criar mudanças de estilo de vida e assistência médica muito mais avançada tecnologicamente”, declarou Sergey.

Embora ele queira aumentar significativamente a expectativa de vida humana, Young admite que não queria se tornar realmente imortal. “Francamente sou contra a imortalidade. Acho que se você eliminar a morte da vida humana, perderemos algo importante”.