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Maior parte das vítimas do incidente no Canal da Mancha eram do Iraque

A informação veio de autoridades francesas, que identificam os mortos

Paola Orlovas, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 15/12/2021, às 17h15 - Atualizado às 17h16

Migrantes no Canal da Mancha em 2020
Migrantes no Canal da Mancha em 2020 - Getty Images

Foi anunciado pelas autoridades francesas na última terça-feira, 14, que 26 das 27 vítimas do incidente do Canal da Mancha, que ocorreu no final de novembro, foram identificadas, e que a maioria delas era de origem curda e vinha do Iraque.

A promotoria de Paris disse, em um comunicado, que 17 dos mortos durante o naufrágio eram homens entre seus 19 e 26 anos, um era um adolescente de 16 anos, um era uma menina de sete anos e sete eram mulheres entre seus 22 e 46 anos.

As autoridades francesas enfrentam problemas para identificar os cadáveres: de acordo com informações da AFP, eles não carregavam documentos oficiais e seus parentes se encontram em áreas remotas, e teriam que viajar para poder reconhecê-los. 

Dezesseis daqueles que morreram no Canal da Mancha eram curdos do Iraque, e a embarcação também levava um somali, um egípcio, quatro afegãos, três etíopes e um iraniano.

Houve apenas dois resgates de pessoas ainda com vida, sendo eles dois homens, um de origem curda e outro de sudanesa. Segundo a AFP, uma testemunha disse que 33 pessoas estavam no barco durante a tragédia.