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Notícias / Brasil

Mais de 11 milhões de pessoas não sabem ler e escrever no Brasil, aponta censo

Taxa de analfabetismo no país vem diminuindo em todas as faixas etárias, mas ainda atinge 7% da população com mais de 15 anos

por Giovanna Gomes

ggomes@caras.com.br

Publicado em 17/05/2024, às 10h25

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Imagem ilustrativa - Imagem de Congerdesign por Pixabay
Imagem ilustrativa - Imagem de Congerdesign por Pixabay

O Censo Demográfico 2022: Alfabetização, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 17, revelou que de 2000 a 2022, a taxa de alfabetização no Brasil cresceu 6,6%.

Para consolidar a pesquisa, o IBGE analisou uma população de 163 milhões de pessoas com 15 anos ou mais. Dentre esse grupo, 151,5 milhões sabem ler e escrever um simples bilhete, enquanto 11,4 milhões são analfabetos. Isso resulta em uma taxa de alfabetização de 93% e uma taxa de analfabetismo de 7%.

Segundo informações do portal Metrópoles o país passou de um cenário em que menos da metade da população era alfabetizada (44%), em 1940, para ter 93% de pessoas que sabem ler e escrever, representando um aumento de 49 pontos percentuais desde o início da série histórica do IBGE.

De acordo com a fonte, o percentual de pessoas que não sabem ler e escrever continua diminuindo em todas as faixas etárias. No ano de 2022, o grupo de 15 a 19 anos atingiu a menor taxa de analfabetismo (1,5%), enquanto o grupo de 65 anos ou mais permaneceu com a maior taxa (20,3%).

Mesmo diante desse contingente entre os mais velhos, o grupo de 65 anos ou mais registrou a maior queda na taxa de analfabetismo em três décadas, diminuindo de 38% (em 2000) para 29,4% (em 2010) e alcançando 20,3% em 2022, o que representa uma redução total de 17,7 pontos percentuais.

Recorte por cor ou raça

No Brasil, as taxas de analfabetismo entre autodeclarados pretos (10,1%) e pardos (8,8%) ultrapassam mais que o dobro da taxa registrada entre brancos (4,3%). Por outro lado, esse contingente é quase quatro vezes maior para indígenas (16,1%). Já a população amarela que não sabe ler e escrever representa 2,5% do total.

Além disso, as mulheres tendem a apresentar melhores indicadores educacionais do que os homens: no total, 93,5% delas sabem ler e escrever, em comparação com 92,5% dos homens. Segundo o IBGE, apenas no grupo etário de 65 anos ou mais essa vantagem não é observada.