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Mar Mediterrâneo era mais quente durante o Império Romano, afirmam pesquisadores

A equipe de especialistas ainda apontou que a temperatura foi a mais alta dos últimos 2 mil anos — exercendo forte influência na expansão do império

Alana Sousa Publicado em 27/07/2020, às 14h30

Imagem meramente ilustrativa do Mar Mediterrâneo
Imagem meramente ilustrativa do Mar Mediterrâneo - Divulgação/Pixabay

Uma equipe de pesquisadores espanhóis e italianos descobriu que o Mar Mediterrâneo era 2°C mais quente durante o período do Império Romano, do ano 1 a 500. A pesquisa faz parte do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), que busca entender, por meio das mudanças climáticas, aspectos historicamente importantes.

Para alcançar tais resultados, os especialistas analisaram proporções de magnésio em organismos planctônicos de células simples, chamados de foraminíferos Globigerinoides ruber. Então, a equipe examinou fósseis no mar, na parte do Canal da Sicília.

A professora Isabel Cacho, da Universidade de Barcelona, que participou do projeto, explicou um pouco sobre a pesquisa. “O esqueleto carbonatado nos permite reconstruir a evolução da temperatura da massa da água superficial ao longo do tempo”, falou Cacho.

“Pela primeira vez, podemos afirmar que o período romano foi o período mais quente dos últimos 2.000 anos e essas condições duraram 500 anos”, complementou Cacho. Um dos fatores mais decisivos para isso foi a maior atividade solar, ao contrário de hoje, com o aquecimento global sendo causado, principalmente, por gases de efeito estufa e emissões de carbono.

Os cientistas acreditam que o clima mais quente no mar também influenciou na ascensão e sucesso do Império Romano. Isso, pois, a temperatura pode ter impulsionado a produção agrícola do império, gerando estabilidade socioeconômica.