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Notícias / Studio 54

Mark Fleischman, dono do 'Studio 54' anuncia suicídio assistido: 'Saída mais fácil para mim'

Mark Fleischman, proprietário do Studio 54, planeja e tem apoio para suicídio assistido na Suíça

Redação Publicado em 27/06/2022, às 20h09

Mark Fleischman - Divulgação/Arquivo pessoal
Mark Fleischman - Divulgação/Arquivo pessoal

Proprietário da lendária discoteca Studio 54, Mark Fleischman, contou ao 'The New York Post' que possui planos para acabar com sua vida, através de um suicídio assistido. Ele receberá o auxílio da organização suíça de suicídio assistido, a 'Dignitas', para concretizar sua escolha.

Com a data de 13 de julho escolhida para dar fim à sua própria vida, Fleischman anunciou que optou por esse caminho por ser a "saída mais fácil". Com 82 anos, ele possui uma doença desconhecida e usa cadeira de rodas. 

“Eu não posso andar, meu discurso está fodido e não posso fazer nada por mim mesmo”, disse à entrevista. 

Ele será amparado por sua esposa que alegou concordar com a decisão para "honrar" com os desejos do marido, segundo o jornal Independent. 

"Vai ser horrível", disse ela. “Ele é meu parceiro e somos dedicados um ao outro. Então é o fim de uma parte de mim também. Eu tenho que honrar o que ele quer. [Mas] ele não está me dando uma escolha. Ele quer acabar com sua vida e esta é uma maneira digna de fazê-lo”, completou.

A empresa 'Dignitas', conseguirá organizar o suicídio em Zurique, na Suíça. Será necessário um extenso processo de triagem para a sua realização. Fleischman precisará fornecer uma declaração juramentada em cartório, na qual ele deverá afirmar que quer morrer. Ele também precisará falar com um psiquiatra que declarará que ele está são.

As cinzas seriam caminhadas para a Califórnia, que é um dos 10 estados dos EUA que possuem leis que autorizam assistência médica na morte. A empresa também lhe fornecerá uma dose letal de barbitúricos. 

Doença desconhecida

Mark Fleischman sofre de uma doença de causa desconhecida que lhe impede de andar desde 2016. Os neurologistas não conseguiram identificar do que se tratava, supondo inicialmente que era Parkinson. 

“Eu não posso andar, meu discurso está fodido e não posso fazer nada por mim mesmo”, disse Fleischman ao 'The New York Post'. “Minha esposa me ajuda a ir para a cama e não consigo me vestir ou calçar os sapatos. Estou tomando uma saída suave. É a saída mais fácil para mim.”, completou.

Ele também contou que há dois anos decidiu o suicídio, “Cheguei à decisão lentamente”. Mark Fleischman já havia tentado o suicídio outra vez, mas precisou ir em busca de outros métodos, pois foi reanimado pelos médicos.

“Começamos [ele e a esposa] a procurar um lugar onde seria legal encontrar alguém para fazer isso”.