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Máscara facial romana de 1.800 anos é encontrada na Turquia

Descoberta indica que o Império Romano teve influência na região

Fabio Previdelli Publicado em 29/11/2021, às 11h29

Sítio arqueológico de Adrianópolis
Sítio arqueológico de Adrianópolis - Divulgação/Vídeo/AA/yenisafak.com

Durante escavações em uma estrutura fortificada na antiga cidade de Adrianópolis, atual Eskipazar, no centro-norte da Turquia, pesquisadores encontraram uma máscara facial de ferro que pode ter sido usada por um talentoso membro da cavalaria romana, há cerca de 1.800 anos. 

De acordo com arqueólogos da Universidade de Karabük, o achado indica que o Império Romano teve influência na região por volta do século 3 d.C. Acredita-se que Adrianópolis tenha sido habitada entre os séculos 1 e 8. 

A região tem sido explorada por pesquisadores desde 2003, que já descobriram cerca de 14 estruturas, o que inclui tumbas de pedra, uma vila, um teatro, banheiros, duas igrejas e o edifício fortificado na qual a máscara foi encontrada, explica o Daily Mail.

“Calculamos, pelo muro de fortificação do prédio, que se trata de uma estrutura militar. Uma máscara de ferro foi descoberta durante as escavações aqui”, disse Ersin Çelikbaş, arqueólogo que lidera as pesquisas. 

“A história dos territórios internos da região ocidental do Mar Negro ainda não foi totalmente elucidada”, diz Çelikbaş. “Continuamos iluminando a história da região com nossos estudos”. 

Durante nossas escavações, chegamos a dados importantes que mostram a existência do Império Romano na região”, prossegue.

A equipe arqueológica ainda relatou que é provável que uma guarnição romana tivesse uma base militar em Adrianópolis. “Roma planejou fazer sua defesa no extremo [de seu império] construindo bases contra todos os tipos de perigos que podem vir da região do Mar Negro para o seu território', revela o arqueólogo. “'Achamos que Adrianópolis é uma dessas cidades militares defensivas”.

Divulgação/Vídeo/AA/yenisafak.com

 

“A [máscara] pertence ao período imperial. É muito provável — quando olhamos para exemplos semelhantes e [a localização estratigráfica do achado] — que ela pertença ao século 3 d.C.."

As escavações ainda não acabaram. De acordo com os arqueólogos, pequenas descobertas serão levadas a museus nas províncias vizinhas, enquanto descobertas maiores e imóveis serão preservadas onde foram desenterradas.