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A máscara verde encontrada no México: relembre a descoberta

Em 2011, arqueólogos se depararam com um artefato impressionante que fazia parte de uma oferta na base da Pirâmide do Sol

Isabela Barreiros, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 16/08/2021, às 16h08

A máscara feita de pedra verde encontrada no México em 2011
A máscara feita de pedra verde encontrada no México em 2011 - Divulgação/INAH

Em 2011, uma descoberta arqueológica impressionante foi revelada por pesquisadores mexicanos durante escavações nas proximidades da Pirâmide do Sol, na cidade mexicana de Teotihuacan. Na época, quem cobriu o caso foi o portal Livescience.

Os arqueólogos encontraram um verdadeiro tesouro de artefatos que, como eles destacaram, podem ter sido parte de oferendas no começo da construção da grande pirâmide em questão há mais ou menos 2 mil anos.

Entre os itens descobertos no período, estavam fragmentos de cerâmica e restos mortais de animais, mas os achados mais notáveis foram as esculturas ‘humanas’ identificadas no terreno. Uma delas inclusive era verde e se parecia com uma máscara.

Os especialistas apontaram na época na descoberta que a máscara, feita de uma pedra verde, pode ter sido feita para ser um retrato de uma pessoa, que, no entanto, não pôde ser identificada pelo estudo realizado no local. 

Segundo Perez Cortez, investigador do Zacatecas Instituto Nacional de Antropologia e História do México (INAH) Center, em uma nota lançada após a descoberta, foram descobertas mais duas ofertas na base da pirâmide, "portanto, sabemos que foi depositada como parte de uma cerimônia de dedicação".

Pesquisas anteriores às escavações que revelaram a máscara já apontaram a existência de oferendas no local que abriga a Pirâmide do Sol. Em 2004, por exemplo, foram encontrados esqueletos decapitados nas proximidades, provavelmente sacrifícios humanos.

Outra investigação realizada pelo INAH também revelou sete sepultamentos humanos contendo restos mortais de crianças perto da mega estrutura. No entanto, os pesquisadores acreditam que os esqueletos foram enterrados no local antes da construção ser levantada.