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Notícias / China

Material escolar é acusado de conter imagens ‘pró-Estados Unidos’ na China

Livros de matemática causaram polêmica ainda por supostas conotações sexuais e devem passar por revisão; veja!

Redação Publicado em 01/06/2022, às 11h52

Ilustração de livro didático chinês - Divulgação/Imprensa de Educação do Povo
Ilustração de livro didático chinês - Divulgação/Imprensa de Educação do Povo

Livros escolares da China foram criticados por internautas chineses por apresentarem ilustrações consideradas “feias, sexualmente sugestivas e secretamente pró-americanas”, que devem ser retiradas do material didático após uma revisão nacional já ordenada.

As imagens começaram a circular na plataforma Weibo, similar ao Twitter, na última quinta-feira, 26, e acumularam comentários indignados que destacaram algumas características dos desenhos das crianças, como seus olhos pequenos e caídos.

Uma das ilustrações mostra crianças usando roupas estampadas com estrelas e listras e nas cores da bandeira americana, enquanto outra apresenta garotos com protuberância nas calças, vista por alguns como o contorno de seus órgãos genitais.

Ilustração de livro didático chinês / Crédito: Divulgação/Imprensa de Educação do Povo

“Nos últimos dias, um volume crescente de materiais didáticos tem sido criticado online por favorecer a cultura ocidental ou promover valores problemáticos”, disse Qin An, professor da Universidade de Tianjin, segundo o Global Times, repercutido pela CNN Internacional.

Outros têm como alvo ilustrações em livros de educação sexual, gerando preocupações de que a publicação de tais materiais educacionais — que já estão em falta na China – também será afetada”, completou.

Dali Yang, cientista político da Universidade de Chicago, afirmou: “Eu me preocupo que isso tenha se tornado uma questão politicamente carregada que não permite uma consideração imparcial dos fatos relevantes”.

Consequências da polêmica

Ilustração de livro didático chinês / Crédito: Divulgação/Imprensa de Educação do Povo

Os livros eram usados desde 2013 em escolas primárias de todo o país e devem passar por uma revisão nacional. Na quinta-feira, 26, a editora estatal Imprensa de Educação do Povo, responsável pela publicação do material, anunciou que iria retirá-lo de circulação e refazer os desenhos.

A intervenção do Ministério da Educação da China aconteceu apenas no sábado, 28, com uma nota que exigia a retificação das publicações, com uma nova edição pronta para o próximo semestre.

O órgão também ordenou uma “inspeção completa” no material didático de toda a China afim de garantir livros que “aderem às orientações e valores políticos corretos, promovam a excelente cultura chinesa e estejam em conformidade com os gostos estéticos do público”.