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Membro da Funai morre atingido por flecha durante missão indigenista

Reli Franciscato tinha dedicado sua vida à proteção de povos indígenas isolados

Ingredi Brunato Publicado em 10/09/2020, às 13h34

Imagem ilustrativa de flechas indígenas.
Imagem ilustrativa de flechas indígenas. - Wikimedia Commons

Nessa quarta-feira, 9, morreu o indigenista Reli Franciscato, de 56 anos. O falecimento se deu em Seringueiras, na Rondônia, após o homem, que tinha dedicado mais de 30 anos à proteção e preservação dos povos indígenas isolados do Brasil, ser atingido com uma flecha no peito. 

No dia de sua morte, Reli participava de mais uma missão indigenista, após ter sido informado da existência de povos isolados em um sítio. Estavam com ele dois policiais militares e um amigo. 

Os indígenas dispararam flechas em direção aos homens que tentavam aproximação, e o indigenista acabou sendo atingido, enquanto os outros conseguiram se proteger atrás da viatura. Ele ainda chegou no hospital com vida, mas não resistiu.

“O Rieli começou a subir um morrinho assim, aí a gente só escutou o barulho da flecha, pegou no peito dele. Aí ele deu um grito, 'oi'... arrancou a flecha, e voltou para trás correndo. Ele conseguiu correr de 50 a 60 metros e já caiu praticamente morto”, contou um dos policiais que estava presente, em um áudio. 

A  Fundação Nacional do Índio (Funai) publicou uma nota de pesar a respeito do caso, manifestando solidariedade aos amigos e familiares do indigenista: “Rieli dedicou a vida à causa indígena. Com mais de três décadas de serviços prestados na área, deixa um imenso legado para a política de proteção desses povos.”