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Notícias / Estados Unidos

Membro do alto escalão dos EUA admite ter planejado golpes de Estado em outros países

John Bolton atuou nas gestões de Donald Trump, George W. Bush e Ronald Reagan

Fabio Previdelli Publicado em 13/07/2022, às 12h05

John Bolton, ex-Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos - Casa Branca via Wikimedia Commons
John Bolton, ex-Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos - Casa Branca via Wikimedia Commons

Nesta terça-feira, 12, John Bolton foi entrevistado pela CNN norte-americana para falar sobre a comissão do Congresso que investiga o ataque ao Capitólio ocorrido em janeiro de 2021. A entidade acusou o ex-presidente Donald Trump de incitar a violência para não deixar o cargo máximo do país

Durante a gestão Trump, Bolton foi conselheiro de segurança nacional dos Estados Unidos. Ele também atuou como embaixador do país na ONU durante o governo George W. Bush e teve um cargo administrativo nos tempos de Ronald Reagan

Devido sua vasta experiência, ele disse que Trump não teria suficiente competência para aplicar "um golpe de Estado cuidadosamente planejado"; algo que ele já disse ter ajudado em algumas ocasiões. 

Como alguém que já ajudou a planejar golpes de Estado, não aqui, mas, você sabe, em outros lugares, [sei que] isso é algo que dá muito trabalho”, continuou. 

Golpes em outros países

Conforme repercutido pela Reuters, o apresentador Jake Trapper questionou Boltonsobre quais golpes ele estava se referindo: "Eu não vou entrar nas especificidades", rebateu o convidado. 

Em 2019, John Bolton, então conselheiro de segurança nacional, apoiou publicamente Juan Guaidó, líder da oposição venezuelana, na tentativa de tirar Nicolás Maduro do poder.

Sobre o episódio, ele foi direto: "Não foi bem sucedido. Não que nós tivéssemos muito a ver com isso, mas eu vi o trabalho que deu para a oposição tentar tirar do poder um presidente eleito de maneira ilegal e falhar".

Por fim, Trapper sugere que "parece que há outras coisas que você não está me contando [além da Venezuela]". Bolton encerra com um breve: "Com certeza há".