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Mentira fatal: Mãe e filha são acusadas de homicídio após espalharem inverdade

Caminhoneiro foi linchado até a morte por moradores de Vitória após história contada pelas duas

Ingredi Brunato, sob supervisão de Fabio Previdelli Publicado em 01/11/2021, às 13h29

Imagem meramente ilustrativa
Imagem meramente ilustrativa - Divulgação/Pixabay/ ErikaWittlieb

Na cidade de Vitória, capital do Espírito Santo, duas mulheres foram acusadas de homicídio duplamente qualificado após confessarem terem contado uma mentira que levou ao linchamento de um caminhoneiro no último mês de junho. 

O homem, que se chamava Miguel Inácio Santos Filho, infelizmente faleceu após o episódio em que foi agredido por cerca de 10 moradores, alguns deles, inclusive, empunhando pedaços de madeira e enxadas. 

Segundo repercutido pelo UOL, o caminhoneiro de 49 anos de idade havia feito um programa com Bruna Hoffman, de 26, que é uma das acusadas. Posteriormente, porém, ele teria se dado conta que pagara mais do que o valor estabelecido e voltou a procurar a mulher em sua casa, que foi onde havia sido atendido. No local, contudo, encontrou a mãe da profissional, Lucineia Pereira da Silva, de 50 anos, que é a segunda acusada. Uma confusão foi iniciada a partir daí.  

"Ele retorna, já indignado pela situação de ter pago a mais, provavelmente para tirar satisfações. Ele arremessa uma pedra na janela da casa da Bruna. Só que quem estava na casa no momento era apenas a mãe [Lucineia]. Ele inicia uma discussão e, nesse período, Bruna retorna. (...). Ela pega uma madeira de uma cerca e vai em direção à vítima", relatou o delegado cuidando do caso, Daniel Fortes, ainda de acordo com o UOL.

Conforme o oficial do Departamento de Polícia do Espírito Santo, o homem havia começado a fugir quando viu a moça carregando o pedaço de madeira. Foi nesse momento, porém, que a garota de programa teria gritado que o caminhoneiro havia estuprado duas crianças da vizinhança, despertando a indignação de moradores próximos. 

"É importante frisar: a vítima era inocente. Não tinha acontecido nenhum caso de estupro na região. A Bruna deixa bem claro isso em depoimento. Ela só fez isso para que a população segurasse a vítima. A mãe dela confirma toda a história. Fala que estava com uma enxada, que bateu com a enxada na cabeça da vítima", explicou Fortes ainda. 

Agora, mãe e filha irão a julgamento por conta do caso. Já os outros envolvidos no linchamento que tirou a vida de Miguel estão no processo de serem procurados pela polícia para sofrerem as devidas consequências.