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Mesmo com o risco do novo coronavírus, Indonésia ainda faz pratos com morcegos

As recomendações dos órgãos de saúde e vigilância sanitária orientam a interrupção imediata da comercialização

Wallacy Ferrari Publicado em 13/02/2020, às 12h25

Sopa de morcego com curry, ervas e leite de coco
Sopa de morcego com curry, ervas e leite de coco - Divulgação/Twitter

Apesar da comprovação da mutação violenta do novo coronavírus, batizado de COVID-19, ser proveniente do contato da doença com morcegos, os comerciantes de mercados especializados na Indonésia não manifestaram medo de manter contato com os animais silvestres que limpam, desossam e comercializam, com o quilo do morcego por 60 mil rúpias (aproximadamente R$18,90).

Em um mercado de Tomohon, na ilha de Celebs, o vendedor de morcegos Stenly Timburg estima que continua vendendo cerca de 40 a 60 quilos da iguaria diariamente, tanto para moradores da região quanto para turistas. “O vírus não teve efeito nas vendas. Meus clientes ainda estão chegando”, disse o comerciante em entrevista a Agence France-Presse.

Na preparação do morcego para a venda, as glândulas das axilas e do pescoço são retiradas, principalmente para mascarar o mau cheiro, e posteriormente, grelhado para que seus pelos sejam removidos. A carne de morcego é semelhante a de frango e o morcego utilizado para consumo normalmente se alimenta apenas de frutas. O principal prato feito com morcego é o paniki, usando o morcego inteiro com curry, ervas e leite de coco.

As recomendações do governo local e da órgãos de saúde já notificaram o centro comercial de comercio para cessar as vendas não só de morcegos, mas de vários outros animais silvestres que continuam sendo comercializados.

Ruddy Lenngkong, responsável por uma agência local de indústria e comércio orienta que as diretrizes sejam seguidas: “Pedimos que as pessoas não comam carne de animais suspeitos de transmitir uma doença que pode ser fatal”.