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Meteorito pode ser o responsável pela existência da água na Terra, diz estudo

Pesquisadores acreditam que os “blocos de construção” do planeta possuíam moléculas de hidrogênio o suficiente para abastecer três vezes a quantidade de água presente em nossos oceanos

Fabio Previdelli Publicado em 29/08/2020, às 12h33

Imagem ilustrativa de um meteorito próximo a Terra
Imagem ilustrativa de um meteorito próximo a Terra - Pixabay

A água é um dos elementos essenciais para exista vida na Terra. Mas como ela chegou até nosso planeta? Muitos cientistas acreditam que essa substância tenha vindo de cometas de longo alcance ou asteroides nativos de regiões mais distantes.

Entretanto, uma nova pesquisa, publicada na última sexta-feira, 28, na revista Science, conclui que a água de nosso planeta possa ter vindo de meteoritos que já estavam presentes no Sistema Solar interno no momento em que a Terra se formou.

Essa afirmação se dá devido a descoberta de um tipo de meteorito chamando de condrito de enstatita, que possui moléculas de hidrogênio o suficiente para abastecer, ao menos, três vezes a quantidade de água que está presente em nossos oceanos. De acordo com o estudo, esses ‘corpos’ são formados, mais ou menos, do mesmo material que alguns astros do nosso Sistema Solar interno — área entre Mercúrio e Marte.

"Nossa descoberta mostra que os 'blocos de construção' da Terra podem ter contribuído significativamente para a [existência de] água [por aqui]", explica a líder do estudo, Laurette Piani, em um comunicado. "O material contendo hidrogênio estava presente no Sistema Solar interno na época da formação do planeta rochoso, embora as temperaturas fossem muito altas para que a água condensasse."

"Se os condritos de enstatita forem efetivamente os 'blocos de construção' de nosso planeta como fortemente sugerido por suas composições isotópicas semelhantes, isso implica que esses tipos de condritos forneceram água suficiente para a Terra para explicar a origem da água terrestre, o que é incrível!", afirmou o coautor do estudo, Lionel Vacher.