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Notícias / Bizarro

Mexicana denuncia abuso sexual e é condenada a sete anos de prisão e 100 chicotadas

O caso ocorreu no Catar e chama atenção de autoridades diplomáticas e jurídicas do mundo todo

Wallacy Ferrari Publicado em 20/02/2022, às 10h32

Paola com camiseta e cachecol do Tigres do México - Divulgação / Redes sociais / Paola Schietekat Sedas
Paola com camiseta e cachecol do Tigres do México - Divulgação / Redes sociais / Paola Schietekat Sedas

Em junho de 2021, Paola Schietekat Sedas, uma mexicana que participa do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2022, trabalhava nos preparativos finais para a realização do evento esportivo quando conheceu um homem colombiano no Catar, que será o próximo país-sede da competição.

Pouco depois, esse rapaz invadiu o local onde ela se hospedava e a violentou sexualmente, deixando para trás diversas provas documentadas no sistema de segurança do local, em trocas de mensagem e em fotografias do apartamento e dos hematomas.

O que já era traumatizante o suficiente se tornou ainda pior quando a vítima decidiu apresentar uma denúncia em uma delegacia próxima; ao confrontar o agressor, o homem alegou que eles estavam em um relacionamento e que, dessa maneira, estaria amparado.

Sendo uma mulher muçulmana, ela foi enquadrada pela lei islâmica; passou de vitima a culpada por adultério em um suposto caso extraconjugal por ele apontado, sendo condenada a 100 chicotadas e mais sete anos de prisão.

Tal decisão mobilizou o consulado mexicano e diversas autoridades para que Paola não fosse presa, conforme ocorreu no mês seguinte ao crime, deixando o país com auxílio do Comitê Supremo de Entrega e Legado.

Somente na última quarta-feira, 18, Paola conseguiu garantir sua estadia no México após se encontrar com Marcelo Ebrard, ministro de Relações Exteriores do México, conforme informou o portal da TV Cultura.